A crise na Venezuela agrava-se, uma situação que o governo português tem acompanhado, tendo implementado algumas medidas para apoiar a comunidade portuguesa como, por exemplo, a atribuição mais célere da nacionalidade portuguesa a lusodescendentes.

No último ano têm chegado a Portugal – sobretudo à Região Autónoma da Madeira – milhares de emigrantes que fogem de um país em crise económica, com escassez de produtos básicos, uma onda de violência em crescendo e surto de doenças. Entretanto, uma nova reconversão monetária entrou em vigor e prevê duas novas moedas.
Entre Janeiro de 2017 e Março de 2018, segundo números da Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas, foi concedida a nacionalidade portuguesa a 5800 lusodescenentes. José Luís Carneiro tem acompanhado de perto a situação na Venezuela, tendo feito quatro deslocaçãoes ao país, a última das quais em junho.
Também o Ministro dos Negócios Estrangeiros tem estado atento. Augusto Santos Silva destacou recentemente as “relações bilaterais muito importantes” entre Portugal e a Venezuela, dado o “quase meio milhão de portugueses e luso-venezuelanos a residir” naquele país da América do Sul, assegurando em maio deste ano que o Governo português tudo fará “para (os) ajudar”.
“Temos contacto com todas as autoridades venezuelanas – o Presidente e o seu Governo, mas também a Assembleia Nacional – e cuidaremos de ver como é que as nossas relações bilaterais vão evoluir, na certeza porém de que nada faremos que prejudique os interesses dos portugueses e dos lusodescendentes que residem na Venezuela”, disse.
Já este mês reforçou. “Nós continuamos a insistir que a comunidade portuguesa residente na Venezuela tem funções absolutamente essenciais na distribuição e pequeno comércio e não pode ser vítima de imposições administrativas de preços ou de violações grosseiras da lei e dos contratos, que impedem o funcionamento de qualquer economia organizada”, referiu Santos Silva.
No início deste mês, o Governo Regional da Madeira estimava que 4.500 emigrantes regressaram à região desde 2016, ano em que a instabilidade socioeconómica e política se agravou naquele país, e prevê que o fluxo prossiga no decurso deste ano.
Desde o dia 20 de agosto que a Venezuela passou a ter duas novas unidades monetárias contabilísticas, o bolívar soberano e a cripto moeda petro, no âmbito da reconversão monetária que entrou em vigor e em virtude da qual o Presidente Nicolás Maduro decretou um dia feriado.

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