Nos últimos três anos, cerca de cinco mil portugueses e luso-descendentes regressaram a Portugal continental e regiões autónomas. Outros cinco mil foram para outros países.

O Governo tem um plano para o eventual aumento de pedidos de regresso ao país por parte de emigrantes portugueses e luso-descendentes a residir na Venezuela, confirmou à Renascença o secretário de Estado das Comunidades.
José Luís Carneiro diz que as medidas anunciadas pelo Presidente Nicolas Maduro para combater a hiperinflação não fizeram aumentar, para já, o número de pedidos de nacionalidade ou de regresso a Portugal. Mas os dados fornecidos pelos serviços consulares indicam que o fluxo de saída daquele país tem sido constante.
Desde 2015, cerca de cinco mil portugueses e luso-descendentes regressaram a Portugal continental e às regiões autónomas. Outros cinco mil migraram para países da América Latina, vizinhos da Venezuela, como a Colômbia, Brasil ou México.
Se a situação na Venezuela se agravar e “colocar em causa a segurança generalizada das pessoas”, a comunidade portuguesa quer “ter um plano B, razão pela qual têm pedido a nacionalidade portuguesa”, afirma o secretário de Estado das Comunidades.
Por isso, o Governo está a preparar uma ação para setembro/outubro. “É uma iniciativa que visa dar a conhecer aos conterrâneos na Venezuela oportunidades de emprego e de investimento no nosso país, tendo em vista fornecer informação que possa ser útil em termos de opções de vida”, refere José Luís Carneiro. “Nós estamos de braços abertos”, sublinha.
O secretário de Estado visitou a Venezuela há poucos meses, pela quarta vez, e garante que, em conversa com diversos elementos da comunidade portuguesa, se percebe que a vontade da maior parte é permanecer naquele país.

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