O chefe do Governo de Macau, Chui Sai On, voltou ontem, quarta-feira, a destacar o impacto da construção da Grande Baía, uma iniciativa que descreveu como capaz de levar ao território uma oportunidade de desenvolvimento sem precedentes.

“A construção da Grande Baía irá trazer a Macau uma oportunidade de desenvolvimento como nunca houve”, afirmou Chui Sai On, em Pequim, durante a primeira reunião plenária do Grupo de Líderes para o Desenvolvimento da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau.
O compromisso de Macau neste projeto pode “impulsionar o desenvolvimento da diversificação económica e aperfeiçoar as condições da vida da população”, lê-se no comunicado do gabinete do chefe do executivo, divulgado horas depois.
A região vai desembolsar 20 mil milhões de renmimbi (cerca de 2,5 mil milhões de euros) para este projeto, durante 12 anos, e espera ter um retorno anual de 3,5%.
Além de estreitar relações entre as regiões da Grande Baía e os países lusófonos, Macau pretende intensificar outros laços com estas regiões chinesas em matérias como o comércio de mercadorias e de serviços, facilidades nas alfândegas e comércio eletrónico transfronteiriço, bem como intensificar a promoção internacional da indústria do turismo e da medicina tradicional chinesa.
Ontem, em Pequim, voltaram a ser discutidas medidas para facilitar o investimento dos residentes de Macau e Hong Kong no interior da China.
Em causa está, por exemplo, a revogação das autorizações de trabalho – obrigatórias há mais de duas décadas – para os residentes das duas regiões administrativas especiais e de Taiwan, medida já aprovada por Pequim, no início deste mês.
Além disso, foram abordadas estratégias para acelerar a construção do centro internacional de inovação de ciência e de tecnologia.
Neste campo, Chui Sai On reiterou o apoio do Governo central chinês ao desenvolvimento de Macau como plataforma na área da medicina tradicional chinesa.
Em julho, o chefe do Governo concluiu uma visita às nove cidades integradas na Grande Baía.
A iniciativa, além de Guangdong, Hong Kong e Macau, abrange nove localidades na China: Cantão, Shenzhen, Zhuhai, Foshan, Huizhou, Dongguan, Zhongshan, Jiangmen e Zhaoqing.
Esta região de nove cidades e duas regiões administrativas especiais conta com mais de 110 milhões de habitantes.

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