A greve dos enfermeiros  já obrigou ao adiamento de “400 cirurgias programadas” no Hospital de São João, no Porto, uma vez que “as 12 salas do bloco central estão encerradas”, afirmou fonte sindical.

O presidente do Sindicato dos Enfermeiros, José Correia Azevedo, disse que, nos hospitais do Grande Porto, a adesão é, em média, “superior a 90%” e que os serviços mais afetados por esta paralisação são “os que estão afetos às cirurgias programadas e às consultas”.
“O resto do serviço interno está a funcionar a meio gás, porque está sujeito só aos serviços mínimos, ou seja, são prestados os cuidados necessários para garantir a segurança e a vida das pessoas”, acrescentou.
De acordo José Azevedo, no Hospital de São João e no Hospital de Vila Nova de Gaia, a adesão à greve ronda os 96%, e no IPO é de cerca de 88%.
No Hospital de Santo António, os dados até agora recolhidos “apontam para uma adesão de 95%, mas ainda estão a ser confirmados”, referiu.
A greve nacional de cinco dias visa protestar contra o impasse na negociação do acordo coletivo de trabalho, que começou há um ano.
Um ano depois, “estamos ‘na mesma como a lesma’, não saímos ainda do sítio. E, portanto, esta greve destina-se a chamar a atenção dos enfermeiros de que, se querem este acordo, que conhecem em proposta, têm de nos ajudar nesta luta”, disse José Correia Azevedo.
“Mesmo que não tenham dinheiro para a pagar atualmente, os sindicatos já propuseram o pagamento em três prestações anuais”, disse José Correia Azevedo.

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