O objetivo é atrair investidores, captar mão-de-obra qualificada e conquistar novos habitantes.

O Município de Santa Maria da Feira anunciou um reforço da política local destinada a atrair para o concelho lusodescendentes residentes no Brasil e Venezuela, revelando já apoiar oito casos por dia ao nível burocrático e laboral.
«A ideia é passar a mensagem de que queremos brasileiros e venezuelanos a viver, estudar, trabalhar e envelhecer na Feira», declarou à agência Lusa o presidente da autarquia, Emídio Sousa.
«O nosso Gabinete de Apoio ao Emigrante é uma referência a nível nacional e já atende uns oito casos por dia, sobretudo ao nível burocrático, porque o mais difícil para alguém que se quer mudar é tratar dos papéis da legalização», explica.
A plataforma de contactos empresariais Bizfeira também vai ser equipada «com um novo campo especialmente dedicado aos cidadãos que queiram mudar-se para o concelho», no que o objetivo é «atrair investidores, captar mão-de-obra qualificada – sobretudo nos domínios da metalomecânica, da construção civil e da restauração – e conquistar novos habitantes em condições de trabalhar e também em idade fértil, para compensar a baixa natalidade nacional».
O autarca vai visitar o Rio de Janeiro e São Paulo nos próximos dias, para participar nas comemorações do aniversário da Casa da Vila da Feira, numa conferência da Câmara Portuguesa do Comércio e Indústria, e num encontro empresarial no Anfiteatro do Millennium BCP, e em ambas as cidades tem já encontros marcados com a comunidade brasileira, com vista a divulgar os mecanismos disponíveis em Portugal para imigrantes lusodescendentes até à terceira geração.
O autarca admite que os apoios legais disponíveis na Feira para a imigração são os mesmos que se aplicam à generalidade do território português, mas aponta uma eventual diferença no seu município: a «vontade de acolher estas pessoas».

 

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