O projeto para a abertura de uma escola primária anglo-portuguesa em Londres foi revigorado pela identificação de duas possíveis localizações, mas o processo vai depender da manifestação de interesse de pais, afirmou a coordenadora, Regina Duarte.

A competitividade do mercado imobiliário na capital britânica tem dificultado a aquisição de um imóvel, mas recentemente foram identificadas duas propriedades, uma no município de Lambeth e outra ao lado, em Wandsworth.
“Precisamos de receber uma nova expressão de interesse dos pais para provar às autoridades inglesas que o interesse se mantém, que as pessoas continuam a apoiar e que querem este projeto”, afirmou a líder do projeto e coordenadora do Ensino do Português no Reino Unido.
Quando recebeu a autorização e apoio do ministério de Educação britânico para a abertura da Anglo-Portuguese School of London, em 2016, a procura excedia três vezes a capacidade prevista de duas turmas para os três primeiros anos do ensino primário.
A ambição é abrir nos anos seguintes para crianças dos sete até aos 11 anos, idade do final da escolaridade primária no Reino Unido, totalizando, em pleno funcionamento, 420 alunos.
A campanha de registo de pais interessados através da internet vai mostrar a solidez do projeto e assegurar sobretudo o apoio das autarquias, já que o governo britânico já confirmou o seu apoio, incluindo o financiamento das instalações, cujo custo pode chegar aos 20 milhões de libras (23 milhões de euros).
Apesar de ser o município londrino de Lambeth que tem uma maior concentração de portugueses e lusófonos, o executivo municipal do partido Trabalhista não tem manifestado interesse na instalação da escola Anglo-Portuguesa devido ao ceticismo sobre escolas internacionais, ao contrário do município vizinho de Wandsworth, onde já existem pelo menos três escolas primárias que oferecem um ensino bilingue de inglês e francês.
A Anglo-Portuguese School of London foi criada no âmbito do programa de “free schools” [escolas livres] no Reino Unido, estabelecimentos que podem ser criados por pais, professores, organizações sem fins lucrativos, empresas, instituições culturais ou desportivas ou fundações cuja utilidade responda à necessidade da comunidade local, seja por falta de lugares ou do tipo de oferta disponível.
Estas escolas são financiadas pelo Estado britânico, mas têm autonomia na gestão, nomeadamente de horários e currículo, que neste caso pretende oferecer um programa pedagógico nas duas línguas, inglês e português, para formar crianças bilingues.

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