O secretário de Estado das Infraestruturas diz-se surpreso com a paralisação nacional decretada pela Associação Nacional de Transportadoras Portuguesas (ANTP). “É surpreendente porque o Governo ainda aguarda contributos depois da reunião de terça-feira”.

“Recebemos com surpresa porque o processo não está terminado, estamos a trabalhar e ainda na terça-feira estivemos reunidos, apresentámos propostas e esperamos contributos”, disse Guilherme W. d’Oliveira Martins à Lusa, quando questionado sobre a decisão dos transportadores de iniciar uma paralisação.
“Findo o prazo que a ANTP deu ao Governo no caderno de reivindicações, sem que a resposta tivesse sido positiva, os transportadores associados, não associados e de outras plataformas que estão de acordo com o manifesto da ANTP decidiram iniciar uma paralisação a nível nacional a partir das 00:00 de hoje e sem data para terminar”, disse à Lusa o presidente da direção da ANTP, Márcio Lopes.
Entre os 18 pontos que constam do caderno reivindicativo estão a descida do combustível em quatro cêntimos, a fixação da reforma para os motoristas aos 60 anos, a exclusão de pagamento nas ex-SCUT (estradas sem custos para o utilizador) e os pagamentos a 30 dias, questões que “a ANTP quer ver executadas e com caráter rápido”.
Na resposta, Guilherme W d’Oliveira Martins salientou que o Governo “reuniu durante semanas e é sensível às propostas sobre o grande forte das reivindicações, que é a regulação do setor, e estão centradas na fiscalização para a regulação e dignificação do setor, os prazos de pagamento dos fornecedores e medidas na área dos seguros, para além de licenças, alvarás, mas tudo isto requer intervenção e fiscalizações concretas e estamos disponíveis para as fazer”.

Facebook
Twitter
Instagram