A música afastou a chuva e, ao segundo dia, o NOS Primavera Sound mostrou do que é feito: diferentes influências musicais, variedade de públicos, gente de todos os continentes num ambiente humano sui generis, logística à altura e o inigualável pôr-do-sol do Parque da Cidade.

Quinhentos anos depois, o movimento inverte-se e é o mundo que descobre Portugal no Porto. Com as condições atmosféricas “normalizadas” para o que é já tradição do festival, o Parque da Cidade ouve hoje, não apenas música, mas diferentes línguas e sotaques que ilustram o colorido mosaico de que é feito anualmente “o melhor festival de todos”.

Mais do que elogio, é satisfação que acompanha estas palavras na boca de um londrino andarilho habitual de festivais de música e que, sem favor, revela: “Até em Lisboa me disseram que este era o melhor”.

Não consta que a Commonwealth tenha influenciado, mas é um facto que as palavras chegaram ao outro lado do mundo. Vinda da Austrália, e literalmente a atirar-se para a frente da câmara do “Porto.”, uma jovem de Melbourne está deliciada, quase eufórica.

São ainda oito da noite (enfim, da tarde) e contagiou já duas amigas feitas há um par de horas. Oriundas do Canadá, também a elas chegou a fama do NOS Primavera Sound e das incríveis condições do Porto. Estão por isso excitadas com o cartaz e tudo o resto que o festival lhes reserva. E, tal como muitos mais, têm umas bandas sinalizadas, mas estão também abertas a descobrir sons novos.

E portugueses, claro, há também muitos. Vindos de todo o país, alguns saíram de casa com chuva e coragem. E não se arrependeram: após a noite molhada de ontem, viram-se recompensados com bom tempo, boa música e até com surpresas. Boas surpresas, como admitem, relativamente a bandas que não conheciam e ao sol que veio confirmar o Porto como a estação central: todos os caminhos do mundo vêm cá dar.

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