Os alunos da Escola Secundária Aurélia de Sousa, no Porto, manifestaram-se esta quarta-feira em frente ao estabelecimento de ensino para exigir, entre outras reivindicações, o fim dos exames nacionais.

O porta-voz dos estudantes disse que os alunos pretendem “uma renovação completa no ensino secundário, porque compreendem que saímos daqui formatados, sem saber como entrar no mercado de trabalho”.
“Os exames nacionais são um completo entrave para os alunos do ensino público, sabemos que os alunos do privado tem privilégio nos exames nacionais, não aceitamos isso”, afirmou Afonso Santos.
Apesar de a “Aurélia de Sousa”, com cerca de dois mil alunos, ser “uma escola privilegiada, com um corpo docente com bom currículo”, Afonso Santos disse que o movimento estudantil “sabe perfeitamente que as escolas no interior, ou seja milhares de estudantes, não têm as mesmas condições”.
O “foco principal” deste protesto são os exames nacionais, mas “temos também em vista problemas como a falta de investimento, a falta de funcionários e a falta de valorização salarial dos funcionários, a redução da carga horária e o descongelamento das carreiras do professores, porque logicamente um professor bem pago terá gosto em trabalhar”, sublinhou.
Nessa RGA, “aprovamos uma moção contra os exames nacionais que foi aprovada por 249 alunos”, disse.

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