O Centro Cultural e Desportivo dos Trabalhadores da Câmara Municipal do Porto celebra este ano meio século.

São mais de 20 mil metros quadrados dedicados a atividades de natureza social, cultural, educativa, desportiva e recreativa. O Centro Cultural e Desportivo dos Trabalhadores da Câmara Municipal do Porto, não passa despercebido a quem espreita do lado de fora, mas só quem o frequenta sabe que o campo de futebol, o pavilhão gimnodesportivo, a Universidade Sénior Eugénio de Andrade, o Espaço Aprender a Ser e tantas outras valências têm contribuído para a melhoria da qualidade de vida de milhares de portuenses e transformado o curso de tantas outras, longe dos holofotes.
Aqui, é proibido pensar que a associação erguida pelos trabalhadores da Câmara olha só para o umbigo, até porque à chegada da idade adulta, alcançadas várias conquistas, ficou assente entre os seus membros que as dinâmicas consolidadas dentro de portas mereciam ser partilhadas com a cidade.

Os resultados estão à vista e quem ganhou foi o Porto. Como nos indica Gouveia Santos, presidente da direção do CCD, diariamente “há cerca de 500 crianças e adolescentes que pisam o relvado”, ou que jogam num dos dois campos de futebol de 5. O leque de oferta alarga-se a “aulas de dança, yoga e atividades de ginásio”, acompanhadas por professores e monitores.
E mais ainda brilham os olhos do também diretor executivo da Alfândega do Porto, quando fala de dois projetos educativos que lhe são caros: o Espaço Aprender a Ser e a Universidade Sénior Eugénio de Andrade. Com finalidades distintas, ambas as iniciativas entrecruzam-se naquilo que é essencial: a formação, a educação e o fortalecimento de almas. Porque, no final, é disso mesmo que cuidam: do crescimento interior de cada um, enriquecido pela vivência do grupo.
Espaço Aprender a Ser
No CCD há por isso lugar para novos e velhos. Entre as 100 crianças que todos os dias passam pelo Espaço Aprender a Ser, “apenas sete são filhas de funcionários do Município”, verifica Gouveia Santos. O que mais o enche de orgulho neste espaço é a confirmação de que o CCD está gravado nos corações de muitos jovens adultos – recusa-se a chamá-lo ATL, “porque é bem mais que isso. Por aqui passaram miúdos que hoje são médicos, advogados. É gratificante ver que não se esquecem”.
Facebook
Twitter
Instagram