O autor desapareceu, mas a obra fica como memória física da sua criação. Um jornalistas e um escritor a escolherem, da vasta obra de Philip Roth, esta semana, os livros mais marcantes do escritor norte-americano.

Murray Ringold, personagem de “Casei com um Comunista”, poderia falar-nos sobre isso. No mesmo tom, com a mesma leveza com que comentou o seu despedimento do cargo de professor de Literatura, na época do macarthismo, que o obrigou a abraçar uma nova profissão, a de vendedor de aspiradores: “quando a manhã chega, uma pessoa levanta-se e faz o que tem a fazer”.
Roubamos a Murray o seu pragmatismo para um primeiro olhar ao que resiste. Ele também nos ensinou que a resistência se faz de pensamento crítico. “Na sociedade humana – dizia-nos Mr. Ringold – pensar é a maior de todas as transgressões”.
Aqui o exercício passa por saber o que fica depois do desaparecimento de um homem. Um homem que assinou mais de vinte romances ao longo de uma carreira que iniciou em finais dos anos 50 e que se prolongou até 2010, quando decidiu que era tempo de parar de escrever.
É uma história fascinante e muitíssimo bem contada de um autor, cuja maneira de escrever está muito ligada à cultura americana.

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