Líder do CDS acusa PS de “em 24 horas” rejeitar discutir o tema, mas garante que “outras reformas no setor” não adiam a necessidade de rever o texto fundamental.

Assunção Cristas acusou, esta sexta-feira, o Partido Socialista (PS) de ter recusado “liminarmente” discutir uma proposta de revisão Constitucional, defendida pelos centristas.

A líder do CDS-PP, que ontem foi recebida em audiência pelo Presidente da República para discutir o tema, rejeita que o partido tenha dado um passo atrás na intenção de alterar o texto fundamental, quando anunciou a criação de um grupo de trabalho que proponha alterações ao setor.

Por este motivo, Assunção Cristas lamenta que o PS se negue a discutir alterações à Constituição no parlamento.

“Quando o partido que é essencial para esses dois terços [de deputados para a aprovação de alterações à Constituição] diz, em 24 horas, que não tem nenhuma disponibilidade para alterações profundas na área da Justiça que impliquem uma revisão constitucional, aquilo que podemos fazer é o nosso trabalho de casa e depois apresentá-lo”, afirmou a presidente do CDS-PP.

Assunção Cristas salientou que, para o PS, “nunca é o momento certo [para rever texto fundamental]”. “Agora a desculpa é que estamos no final da legislatura. Se calhar, na próxima legislatura a desculpa é que estamos no início”, ironizou.

À margem de uma visita ao Museu da Farmácia, para assinalar o Dia Internacional dos Museus, em Lisboa, Assunção Cristas admitiu que o CDS-PP não tem “calendário de fecho” para o alterações legislativas na área da Justiça, mas insistiu que para o partido se trata de uma prioridade.

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