“Vamos fazer um ‘Roadshow’ [apresentação aos investidores] em várias praças financeiras, a começar por Nova Iorque, na segunda-feira”, disse Archer Mangueira, ministro angolano das Finanças.

À margem dos Encontros da Primavera, que terminam hoje em Washington, Estados Unidos.
“O mínimo é dois mil milhões de dólares, mas pode ser mais”, disse o ministro, salientando que a expectativa é que as taxas de juro exigidas pelos investidores fiquem em linha com as praticadas actualmente na emissão de dívida que Angola lançou em 2015.
“A expectativa que temos é que [a taxa de juro] ficará abaixo da dos títulos emitidos em 2015, que já estão a ser comercializados a menos de 7 por cento; foram lançados a 9,5 por cento e estão a ser comercializados a 7 por cento, portanto a nossa expectativa é que fiquem a esse nível”.
O ministro das Finanças espera que as medidas aprovadas e o apoio técnico do FMI criem condições para captação de recursos financeiros em condições mais favoráveis do que as oferecidas pelo Fundo.
“O programa de coordenação de políticas [que Angola assinou com o FMI esta semana] tem duas opções, com ou sem financiamento”, disse Archer Mangueira, acrescentando: “Normalmente os países recorrem a programas com financiamento para financiar a balança de pagamentos, mas o nosso défice da balança de pagamentos tem vindo a reduzir-se nos últimos anos”.
“Também acreditamos que o programa de estabilização macroeconómico em curso, e que no fundo vai ser a base de um programa de coordenação de políticas, ao ser concretizado, vai certamente criar um ambiente para a captação de recursos financeiros junto dos mercados internacionais de capitais em condições muito mais favoráveis”, acrescentou o ministro.
Mangueira salientou que os técnicos do Fundo fizeram, no âmbito da análise ao país ao abrigo do artigo IV, “muitas recomendações úteis, sobre como implementar a consolidação fiscal, a mobilização de receitas internas e as reformas estruturais”.
Essas preocupações, garantiu, “estão bem reflectidas no Orçamento Geral do Estado e no Plano Nacional de Desenvolvimento, e algumas delas estão já em curso e irão me-lhorar a capacidade do país implementar o novo quadro operacional da política fiscal para criar emprego e estimular o investimento”.

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