Os professores vão avançar com quatro dias de greve. O distrito do Porto fica paralisado na sexta-feira. Em causa está o desacordo com o Governo sobre o tempo de serviço que deve ser descongelado.

Os sindicatos dos professores decidiram manter a convocatória de uma greve – que começou já esta terça-feira -, na sequência da reunião que tiveram na tarde de ontem com o Ministério da Educação (ME). Durante quatro dias, a paralisação vai correr o país, tendo início nos distritos de Lisboa, Setúbal, Santarém e Madeira. A região Norte vai ser a última a parar, tendo greve marcada para sexta-feira (16).
O motivo da greve prende-se com o desacordo entre o Governo e as estruturas sindicais, relativamente à proposta apresentada esta segunda-feira numa reunião “no âmbito do compromisso assinado no passado mês de novembro sobre a recomposição da carreira docente”, pode ler-se numa nota enviada pelo ME às redações.
Na proposta, o Governo admite o descongelamento de dois anos, nove meses e 18 dias de tempo de serviço aos docentes, para efeitos de progressão na carreira, com o processo de recomposição a decorrer entre 2019 e 2023.
De acordo com o ME, os sindicatos dos professores “não evidenciaram um esforço de aproximação face à sua reivindicação inicial de recuperação de nove anos, quatro meses e dois dias”. A única proposta apresentada por escrito pelos sindicatos, segundo o ME, incluía um quadro de recuperação superior ao tempo de serviço efetivamente prestado: “mais de 14 anos”, dizem.
O líder da FNE pretende que esta greve seja uma chamada de atenção ao Governo. “Os professores têm de dizer ao Ministério da Educação que esta não é a solução”, remata.
A greve vai estender-se até ao final da semana nas escolas de ensino não superior, sem serviços mínimos.

Facebook
Twitter
Instagram