As áreas metropolitanas (AM) do Porto e de Lisboa estão a ultimar uma proposta para a criação de um passe metropolitano para os diferentes transportes públicos que terá “um preço único” para toda a população da respetiva região, independentemente da zona onde os utentes vivam e da distância, razão pela qual os autarcas do Grande Porto anunciaram esta sexta-feira que vão pedir a realização de um estudo sobre a viabilidade e o impacto financeiro da proposta.

A decisão de estudar a viabilidade da proposta foi anunciada por Eduardo Vítor Rodrigues, presidente do Conselho Metropolitano do Porto que, em Gaia, realizou recentemente uma cimeira com o seu homólogo de Lisboa, em que Fernando Medina anunciou que a criação de “um passe único metropolitano” (um para cada AM) faz parte do pacote de descentralização que será apresentado este mês a António Costa. Essa parte do pacote de medidas está a ser trabalhado pelos autarcas de Lisboa.
Mais do que um “passe único” seria “um preço único” para toda a área metropolitana, sublinhou o presidente da Câmara de Gaia. A direção da Área Metropolitana decidiu convidar para esse estudo a Universidade Católica, a Porto Business School e a Faculdade de Economia. “Precisamos que nos ajudem a definir como é que, do ponto de vista financeiro e orçamental, nós podemos compensar este modelo”, disse ainda o líder metropolitano, garantindo que seriam “transportes a custos razoáveis” graças a um sistema de comparticipação.
Embora ressalvando que vai aguardar pelo estudo, Eduardo Vítor Rodrigues deu o exemplo de “uma participação no IRC de empresas que estão a beneficiar ou passam a beneficiar de uma melhor mobilidade”. E “a própria imputação ao imposto sobre combustíveis ou o imposto sobre veículos podem ser uma fonte de financiamento complementar”. O diferencial seria assim “imputado ao Orçamento do Estado e à política fiscal”, resumiu, de olhos postos também nos próximos fundos europeus destinados à mobilidade.
“Este modelo de passe único é diferente do Andante porquê? O Andante é um passe único mas com diferentes preços em função das zonas. No novo modelo de passe único, é uma zona, um preço, que é a Área Metropolitana como um todo”, explicou ainda. E garantiu que não haveria aumento de preços, ou seja, seriam nivelados por baixo.

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