A Área Metropolitana do Porto (AMP) rejeita criar um corpo de sapadores florestais metropolitano por não ter capacidade orçamental para isso.

O presidente do Conselho Metropolitano do Porto (CmP), Eduardo Vítor Rodrigues, afirmou que criar sapadores florestais na AMP representaria “um esforço enorme” e quer os custos implicados quer os prazos estabelecidos para apresentar uma candidatura revelaram-se “absolutamente exíguos” para as suas possibilidades.
Reconhecendo que a AMP “não é o melhor contexto para o fazer”, Eduardo Vítor disse, no entanto, que a AMP “tem disponibilidade para ajudar municípios a apresentar candidatura, em associação de municípios”.
Para Eduardo Vítor, “não pode o Governo entregar responsabilidades destas sem a componente financeira e depois dizer: ‘tratem'”, devendo o assunto “ser encarado como uma prioridade” e ser dada “uma verdadeira disponibilidade orçamental”.
“Eu não posso aceitar que um ministro, sentado no Terreiro do Paço, diga que nós só fazemos festas e devemos substituir as festas pela limpeza. (Isto) mostra que está completamente desfasado da realidade”, disse.
O presidente do CmP garantiu que os municípios estão “muito empenhados em tratar” e ajudar nesta tarefa, adiantando que “todos os municípios estão a fazer tudo o que podem e devem com orçamento próprio, [porque] os famosos 50 milhões ainda não estão disponíveis”.
A AMP está assim disposta a ajudar a criar sapadores florestais “apenas no âmbito de agrupamento de municípios”, porque “há municípios já com estrutura forte montada” e a ideia é “capacitar quem ainda não tem resposta”.
Contudo, Vítor Rodrigues disse ter saído da reunião mais motivado, porque senti existir haver um compromisso para “incrementar o montante disponível para os equipamentos sociais” até ao final do ano e o anúncio do reforço da verba para a dimensão imaterial “até ao final de março”.

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