O levantamento nacional das necessidades de realojamento habitacional, levado a cabo pelo Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana e apresentado na passada semana, identificou o universo de situações de precariedade habitacional existentes em Portugal.

Neste estudo, foram identificados pelos municípios os alojamentos sem as condições mínimas de habitabilidade, que se constituem como residência permanente das famílias e que, portanto, consubstanciam situações de clara precariedade habitacional.
Com o maior número de casos identificados, na Área Metropolitana do Porto, destaca-se a cidade do Porto (2094), com 40% do total de famílias a realojar. Seguem-se os municípios de Vila Nova de Gaia (824), da Maia (794), de Gondomar (502) e de Valongo (363).
De acordo com o relatório, na Maia, a solução passará predominantemente pela construção de novas habitações. No entanto, ainda de acordo com o mesmo documento, a aquisição e/ou a reabilitação de fogos devolutos do parque público ou privado poderão ser as soluções de realojamento preferenciais em detrimento da construção nova.
Em 2013, dos 1517 fogos previstos no plano especial de realojamento (PER) do município, tinham sido executados 1142, ou seja, cerca de 75%. Este valor simbolizava 375 famílias ainda à espera de serem realojadas. Se compararmos estes números de 2013 com os dados atuais, assistimos a um crescimento de 419 famílias a necessitar de nova habitação.

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