Escuridão, ar irrespirável, picareta e capacete com lanterna são coisas do passado nas minas de ardósia da empresa Pereira Gomes & Carvalho, Lda, de Campo, Valongo, fundada há 53 anos. Nesta indústria, as máquinas vieram dar um importante contributo para a melhoria das condições de trabalho dos mineiros.

De cada vez que se fala dos mineiros, as primeiras imagens que, geralmente, nos vêm à mente são a de um trabalho muito duro e pesado, num ambiente cheio de pó e de túneis escuros e estreitos, nas profundezas da Terra. E, em muitos casos, a realidade ainda é mesmo essa. Mas, nas minas de uma das principais empresas de extração da ardósia, ou de lousa, como comummente é chamada, de Valongo, as tarefas que implicam maior esforço são deixadas para as máquinas e aos mineiros compete a missão de as controlar.
Manuel Rocha Pimenta, 48 anos, mineiro há cinco anos e três meses diz que “Não acho que seja um trabalho muito duro, trabalhei na construção civil e acho que era mais duro”. A afirmação é de, que teve na família o exemplo da dureza do antigamente. “A minha mãe fazia as penas com que se escrevia nas lousas e o meu pai chegou a trabalhar numa mina de carvão”, conta, para logo avançar não ter sido isso que o levou a aceitar trabalhar a várias dezenas de metros de profundidade. “Estava no estrangeiro sozinho, arranjaram-me emprego aqui na Pereira Gomes e regressei a Portugal”, explica.

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