“Que ainda alguém nos invente” é uma coprodução do Teatro Municipal do Porto e do Teatro Griot que estreia no auditório do Campo Alegre, dia 2 de março, pelas 21,30 horas. O espetáculo repete no dia 3 de março, pelas 19 horas.

Esta performance tem como base um texto dramático inédito inspirado na vida da Rainha Njinga Mbandi, uma guerreira africana e Rainha do Congo/Angola que travou uma guerra de 40 anos contra a escravatura para recuperar o trono e depois liderar o seu povo numa batalha intensa contra o exército português pela liberdade nacional do seu reino – Ngola e Matamba.
Nesta performance, os papéis de rainha e mulher fundem-se. “Deixa-se de se distinguir quem é quem na glória e na vaidade, pois o atrevimento também é próprio da conquista”. Njinga Mbandi conversa consigo própria, invocando os seus mortos e falando do que foi e do que poderá nunca ter sido.
É uma história de resistência, de perseguição, de perseverança, de escravatura e de traição.
Filha, irmã e amante, Njinga conta a sua versão, “escusando-se ao logro de um passado forjado, divinizado e imaculado no seu desígnio”.
O Teatro Griot é uma companhia de atores, apoiada pela Câmara Municipal de Lisboa, que procura uma prática teatral na qual se exploram temáticas significativas no contexto da interculturalidade e da emergente identidade europeia contemporânea.
Esta companhia já levou à cena textos de Wole Soyinka, Pepetela, Breyten Breytenbach, Shakespeare, Lynn Nottage, Ésquilo, Al Berto ou Genet, encenados por Rogério de Carvalho, Nuno M Cardoso, Guilherme Mendonça, Bruno Bravo, António Pires, João Fiadeiro e Zia Soares.
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