Uma cantata para orquestra, coro, narrador e cinco solistas conta, na Casa da Música, ao fim da tarde de sábado, uma trágica história de amor que terá acontecido na Dinamarca do século XII e que deu origem às Canções de Gurre.
Era uma vez um rei dinamarquês, chamado Valdemar, cuja mulher assassinou a sua amante no Castelo de Gurre. Esta lenda, cuja suposta veracidade remonta ao século XII, deu origem às Canções de Gurre com base em poemas de Jacobsen e que Schoenberg conheceu na tradução alemã.
O resultado foi Gurre-Lieder, uma grande cantata composta por  Arnold Schönberg para orquestra, coro, narrador e cinco solistas que personificam as personagens da história de amor. Estreada na celebérrima Musikverein de Viena em 1913, a cantata gozou de um sucesso estrondoso e é considerada uma das grandes obras-primas da música ocidental.
Nesta apresentação (versão Erwin Stein) na Casa da Música, sob a direção do maestro suíço Stefan Blunier, Gurre-Lieder conta com um elenco internacional de reputados solistas, entre os quais se encontra o jovem barítono português André Baleiro, que é o mais recente vencedor do prestigiado Concurso Internacional Robert Schumann de Zwickau. Magdalena Anna Hofmann (Tove/soprano), Christina Daletska (Waldtaube/meio-soprano), Robert Dean Smith (Waldemar/tenor) e Jeff Martin (Klaus-Narr/tenor) são os outros solistas, a que se junta Salome Kammer como narradora.
Antecedido de uma palestra por João Silva, às 17,15 horas, o concerto tem início às 18 horas na Sala Suggia e conta ainda com a Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música, o Coro Casa da Música e o Estágio de Coro da ESMAE.
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