A vereadora da CDU na Câmara do Porto, Ilda Figueiredo, apela à população para que, até 21 de março, lute contra o alargamento dos parquímetros na zona industrial da cidade, um processo que foi aprovado pela maioria de Rui Moreira.

“Até 21 de março, as pessoas devem-se pronunciar, dizer a sua opinião, tentando naturalmente pressionar uma alteração dos aspetos mais gravosos desta proposta”, apelou hoje a vereadora da CDU, Ilda Figueiredo, durante uma ação de rua que realizou na zona industrial do Porto, distribuindo panfletos à população com o título “Sabia que Rui Moreira/CDS querem colocar parcómetros na ZONA INDUSTRIAL?”.
A 9 de janeiro deste ano a Câmara Municipal do Porto aprovou, com sete votos a favor da maioria do independente Rui Moreira e seis votos contra de toda a oposição, submeter a discussão pública várias alterações ao estacionamento em parcómetros, designadamente a fixação de tarifas diárias na zona universitária da Asprela e na zona industrial do Porto.
“Ainda vamos a tempo de impedir esta malfeitoria, participando na consulta pública que a Câmara do Porto é obrigada a realizar em todos os processos desta natureza”, alerta a CDU, aconselhando a população a enviar a “contestação sobre o código regulamentar do Município do Porto (…) até 21 de março”, lê-se no panfleto distribuído esta terça-feira.
Ilda Figueiredo considera que sem luta “não há resposta, não há cedências” e que lutando contra a privatização dos parquímetros e contra o alargamento à zona industrial é que pode haver esperança em reverter o que foi aprovado pela maioria em reunião do executivo.
“Nós lutamos e achamos que as pessoas o devem fazer, porque com a luta é possível alterar, sem ela é só aguentar e consideramos que isso é demais”, defende, acrescentando que a CDU está contra a privatização do estacionamento a uma empresa privada que está a “ganhar à custa dos interesses dos munícipes do Porto”, de quem visita a cidade, dos moradores, dos comerciantes e dos industriais, “apenas para beneficiar uma empresa privada e isso consideramos que é incorreto”.
A vereadora comunista da Câmara do Porto reitera que a CDU está contra o atual processo de estacionamento no Porto e recorda que foi a “única força política que na Câmara do Porto em 2015 votou contra e que manteve coerentemente essa posição até hoje”.
“Nós lutamos e achamos que as pessoas o devem fazer, porque com a luta é possível alterar, sem ela é só aguentar e consideramos que isso é demais”, conclui.
A CDU considera que o estacionamento e a regulação desse estacionamento deve ser um instrumento ao “serviço da mobilidade numa cidade” e admite que possa haver estacionamento pago “em certas zonas”, integrando esse processo numa visão mais geral da mobilidade das pessoas, com transportes de qualidade que permita uma mobilidade e um acesso a toda a cidade.
Atualmente, diz a CDU, há dois terços do território da cidade do Porto que podem ser “afetados com parcómetros”.
“Com a nova proposta, os privados passam a poder abranger todo o concelho com estacionamento pago”, avisa a CDU.

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