A exposição “Álvaro Lapa: No tempo todo”, a mais abrangente retrospetiva da obra do artista (Évora, 1939 – Porto, 2006) alguma vez realizada, é inaugurada na quinta-feira à noite no Museu de Serralves.
A mostra reúne obras de importantes museus e de coleções institucionais e privadas, incluindo coleções pertencentes a artistas, arquitetos e escritores que definiram, também eles, a paisagem artística e intelectual em Portugal na segunda metade do século XX. Pela primeira vez estarão reunidas mais de 290 obras de vários períodos da carreira de Álvaro Lapa, abrangendo pintura, desenho e os raros objetos que criou, numa exposição que evidencia o contributo do artista para a arte contemporânea.
Álvaro Lapa é uma das figuras mais enigmáticas da arte portuguesa do século XX, que ao longo de quatro décadas, aproximou tradições díspares da pintura. Artista autodidata e escritor, a sua formação académica concretizou-se por via da filosofia: é na qualidade de professor de Estética na Faculdade de Belas Artes do Porto que a partir de 1976 e durante mais de duas décadas vai deixar uma marca indelével em gerações consecutivas de artistas.
A exposição, organizada pela Fundação de Serralves – Museu de Arte Contemporânea e comissariada pelo curador convidado Miguel von Hafe Pérez, ficará patente até 13 de maio.
Ciclo de artes performativas, cinema e pensamento
No âmbito da exposição, o Museu de Serralves apresenta um ciclo (de 10 de fevereiro a 13 de maio) de artes performativas, cinema e pensamento dedicado ao artista.
O ciclo propõe ainda contribuir para uma reflexão aprofundada sobre a associação de Álvaro Lapa à literatura, ap teatro, ao cinema e às artes visuais através de textos, peças e filmes de outros autores que se relacionaram com o mesmo contexto histórico, político e social com que a obra de Lapa se confronta e dialoga.
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