Rui Moreira reiterou esta manhã, na abertura do workshop Loja Históricas, promovido pela sociedade JPAB – José Pedro Aguiar-Branco Advogados com o apoio da Câmara do Porto, que o património histórico e cultural dos estabelecimentos tradicionais da cidade é uma preocupação do município.

Para tanto, foi criado em 2016 o programa Porto de Tradição, pioneiro no país, antes mesmo da Lei n.º 42/2017 de 14 de junho, que se direciona precisamente para a valorização das lojas e entidades históricas. Aos comerciantes que encheram o auditório da Santa Casa da Misericórdia do Porto, o presidente da Câmara lançou ainda um desafio: “não há nenhuma contradição entre manter o padrão histórico e inovar”.
Na abertura do workshop, José Pedro Aguiar-Branco, sócio-fundador da JPAB e ex-ministro, saudou o presidente da Câmara do Porto pela “agregação de vontades” que encontra nesta iniciativa – o Porto de Tradição – exemplo da “convergência de interesses entre o setor público, privado e social”. Num tema que exige reflexão, por nele se concentrarem “muitas divergências”, o advogado considerou que, ao preservar as lojas históricas, também se preserva “a alma e identidade de uma região”. Mas não deixou de identificar interesses contraditórios, como a atividade comercial que, não raras vezes, adota estratégias que conflituam com a preservação do negócio.
Por essa razão, José Pedro Aguiar-Branco sublinhou o papel fundamental das autarquias no desenvolvimento de mecanismos de proteção das lojas históricas, convocando também para o debate as “forças vivas que também podem estabelecer espaços de diálogo e de sustentabilidade que não se esgotem no efémero da circunstância”.

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