Todas as forças políticas com assento na Assembleia Municipal foram ontem unânimes em considerar que os acordos celebrados com os comerciantes e inquilinos do Bolhão salvaguardam os seus direitos históricos, da mesma forma que estiveram de acordo com o papel preponderante do Gabinete do Mercado do Bolhão na condução de todo o processo de negociações.

Consensual entre partidos da direita à esquerda foi ainda a constatação de que a cidade vive um momento único na sua história, com a resolução de um problema que perdurava há décadas. As obras de reabilitação e de modernização do emblemático edifício avançam em breve, assim que chegar o visto do Tribunal de Contas.
São raros os dossiers que merecem um consenso alargado entre todas as forças políticas municipais. Esta segunda-feira à noite, todas as vozes da Assembleia Municipal saudaram os acordos estabelecidos com os comerciantes do interior e os inquilinos do exterior do Mercado do Bolhão, considerando que os mesmos salvaguardam os seus direitos históricos e que o sistema de compensações é justo.
Na introdução ao tema, o presidente da Câmara do Porto quis salientar a importância da votação, assinalando esta “como a fase derradeira da resolução dos problemas históricos que subsistiam”. Considerou também que mais do que os aspetos patrimoniais, a Câmara do Porto “salvaguardou as questões sociais” dos comerciantes. Com elogios ao trabalho desenvolvido pelo Gabinete do Mercado do Bolhão, liderado por Cátia Meirinhos e Francisco Rocha Antunes, Rui Moreira terminou a sua intervenção inicial concluindo que também os comerciantes “gostam do projeto de futuro” para o emblemático edifício do Bolhão.

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