Os arquitetos portuenses Bruno André e Francisco Ré venceram o concurso para criação de um Pavilhão de Exposições Itinerantes que permitirá ao Museu de Arte Contemporânea de Serralves tornar ainda mais acessível às populações de diferentes pontos do país a sua coleção de arte e a cultura em sentido alargado.  
O projeto do ateliê And-Ré, que concorreu com mais de quatro dezenas de candidatos, assenta num pavilhão de betão pré-fabricado que, tal como previa o concurso, é transportável, modular e expansível, possibilitando exposições itinerantes pelo país.
Além dessas características, o gabinete dos dois arquitetos preocupou-se também em criar uma proposta que fosse um “espaço nobre para exposição, com todas as condições técnicas e físicas de um museu verdadeiro”, respeitando a coleção de Serralves. Podendo variar entre os 200 e os 600 metros quadrados, o sistema inclui sala de exposição, receção e arrumos, e permite o recurso a iluminação natural, conjugando flexibilidade com durabilidade.
O ateliê And-Ré foi nomeado para The European Union Prize for Contemporany Architecture – Mies van der Rohe Award 2015 e recebeu duas vezes o Prémio Ibérico de Design Urbano (2011 e 2012).
O Museu de Serralves tem em exposição até 24 de fevereiro os 10 primeiros projetos deste concurso, que teve como segundo classificado o projeto da Murmuro Colectivo e em terceiro o de Samuel Gonçalves (Summary).
O concurso foi realizado no âmbito do projeto Arquitetura 3.0 – Promoção de Novos Modelos de Internacionalização, com o apoio da Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto e da Secção Regional do Norte da Ordem dos Arquitetos. O júri foi composto pela presidente do conselho de administração de Serralves, Ana Pinho, a anterior diretora do Museu, Suzanne Cotter, o novo diretor, João Ribas, e os arquitetos Álvaro Leite Siza Vieira, Carles Muro, Fernando Jorge Garcia Pereira, João Paulo Loureiro e João Pedro Serôdio.
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