O reforço do serviço de oncologia vai ao encontro da orientação estratégica que o Centro Hospitalar Entre Douro e Vouga (CHEDV) tem para o Hospital de S. Miguel, que será o centro na resposta dos serviços de oncologia, unidade de dor crónica e cuidados paliativos.

Durante uma visita às recentes obras de requalificação do Hospital de S. Miguel, na passada quinta-feira, o presidente do Conselho de Administração do CHEDV, Miguel Paiva, anunciou o reforço do serviço de oncologia nesta unidade até meados deste ano, uma ação que pretende centralizar em Oliveira de Azeméis este serviço. “É uma resposta que damos em todo centro hospitalar mas Oliveira de Azeméis será e é o centro desta resposta e onde queremos ter uma unidade de internamento na área dos cuidados paliativos”, referiu o responsável.
A transição, que se espera que seja concretizada até meados deste ano, permite que o CHEDV dê continuidade à orientação estratégica que pensou para esta hospital quando transferiu a unidade de dar crónica para solo de oliveirense, em 2016. Esta mudança traduz-se, para Miguel Paiva, numa “demonstração de que todas as três unidades são importantes”. “O hospital S. Sebastião tem a sua missão bem definida. É o hospital onde concentramos as respostas de maior complexidade e onde temos a maior integração de meios, a unidade de S. João da Madeira, com forte vocação para a área ambulatória, e a unidade de Oliveira de Azeméis com forte competência e orientação para a área médica. Será uma mudança muito importante para o centro hospitalar como um todo e naturalmente aproveitará melhor as condições de que dispõe esta instituição”, acrescentou.
Também presente durante a visita, o presidente da Câmara Municipal, Joaquim Jorge, considerou que o CHEDV tem procurado responder às necessidades da população na prestação de cuidados de saúde, um percurso que deverá continuar no sentido da sua “consolidação”. “A grande mensagem que posso deixar aos oliveirenses é que podem confiar neste hospital, podem confiar nos profissionais de saúde que aqui trabalham e podem confiar nos cuidados de saúde que aqui são prestados”, considerou o autarca. “Aquilo que esperamos é que esta aposta se traduza na prestação de cuidados de saúde de grande qualidade à nossa população. Estamos imbuídos no mesmo objetivo, estamos ambos disponíveis para, num quadro de cooperação, aprofundarmos as respostas que este hospital tem nas respostas públicas de saúde que damos nesta região”, completou.

CHEDV quer ampliar
serviço de internamento
Referindo que grande parte das intervenções urgentes e necessárias no Hospital S. Miguel já foram realizadas nos últimos dois anos (ver caixa), Miguel Paiva apontou a aspiração de ampliar o serviço de internamento, atualmente com 25 camas ativas, para a sua capacidade máxima, situada em 42 camas. “Gostaríamos de poder utilizar essa capacidade na sua plenitude, mas isso implica um reforço da dotação do quadro médico da instituição. Temos neste momento expectativa de poder vir a ser alcançada. Estão assinaladas essas necessidades e logo que existam possibilidades faremos este investimento”, disse.

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Requalificações dão “dignidade” ao hospital
“Quando iniciámos o nosso trajeto deparamo-nos logo à partida com algumas situações que consideramos bastante indignas da instituição e tivemos aqui uma intervenção em duas fases”, referiu Miguel Paiva relativamente às obras levadas a cabo nos últimos dois anos, que decorreram em duas fases. Numa primeira fase, o CHEDV interveio na cobertura do átrio central e revestimento das paredes exteriores da fachada da urgência, obra que permitiu suster “algumas infiltrações” e que “trouxe dignidade e condições de higiene” para essa ala. Seguiu-se, posteriormente, uma intervenção de maior calibre, com a substituição total dos telhados do pavilhão de consulta externo e do telhado da enfermaria de medicina interna, obra que veio acompanhada da reabilitação total dos quartos ao nível dos pisos e das paredes.

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