Casa da Arquitetura estabelece parceria com a Assembleia da República.

Os projetos dos edifícios da Assembleia da República estão, desde hoje, depositados na Casa da Arquitectura, com vista ao seu tratamento arquivístico.Para o efeito, foi assinado hoje um protocolo de colaboração.
A cerimónia contou com a presença do Presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues, do Secretário-Geral da Assembleia da República, Albino de Azevedo Soares, da presidente da Câmara Municipal de Matosinhos, Luísa Salgueiro, do Presidente da Casa da Arquitectura, José Manuel Dias da Fonseca, do diretor-executivo da Casa da Arquitectura, Nuno Sampaio, do Vice-presidente da Autarquia, Eduardo Pinheiro, do Vereador da Cultura, Fernando Rocha, do administrador da Matosinhos Habit, Tiago Maia, entre outros convidados.
Dias da Fonseca considerou que a Assembleia da República, “a Casa da Democracia, simboliza a grande conquista que Portugal concretizou em Abril de 74”. Sobre “a evolução histórica importante” de que o edifício foi alvo ao longo do tempo, defendeu que, além do tratamento, é missão da Casa da Arquitetura partilhar estes projetos à escala global.
Também Luísa Salgueiro salientou a importância de “guardarmos toda esta informação relativa ao nosso património arquitetónico para as futuras gerações”. “É uma grande responsabilidade, pois, ao disponibilizarmos ao público o património arquitetónico português, estamos a formar cidadãos para o futuro”, afirmou a edil.
Para Ferro Rodrigues, a Casa da Arquitectura “desempenha uma missão de serviço público essencial”, procurando “retirar a arquitetura da sua torre de marfim, colocando-a em diálogo com a sociedade”. “Esta relação de abertura é fundamental para a difusão de uma cultura de apropriação democrática e participada do espaço público e da intervenção urbana. Em lugar de uma arquitetura autoritária, fechada e unilateral, queremos uma arquitetura democrática, aberta e pensada à escala humana”, acrescentou.
Assim, o protocolo hoje assinado reúne, nas palavras de Ferro Rodrigues, “a vocação da Assembleia da República na preservação do seu património histórico-cultural e a vocação da Casa da Arquitectura na promoção e divulgação de acervos e espólios arquitetónicos”.
Ao longo da sua existência, o Palácio de São Bento foi alvo de múltiplas intervenções, desde a adaptação do Mosteiro a Parlamento, passando pela reconstrução de Ventura Terra, até à ampliação com a construção do Edifício Novo, projeto da autoria dos arquitetos Fernando Távora e Bernardo Távora.
“A história daquele edifício confunde-se com a história de Portugal e dos seus diferentes regimes políticos”, frisou Ferro Rodrigues.Findo o tratamento arquivístico dos projetos dos edifícios da Assembleia da República, a Casa da Arquitectura promoverá uma grande exposição sobre a forma como se cruzam a evolução arquitetónica do Palácio de São Bento e a evolução política de Portugal. A exposição seguirá, em 2019, para a Assembleia da República para integrar a programação do bicentenário do constitucionalismo.
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