A Fundação de Serralves apresentou esta sexta-feira a sua programação anual. Uma retrospetiva de Álvaro Lapa e a obra do britânico Anish Kapoor, um dos mais proeminentes escultores atuais, são alguns dos destaques assinalados.
De acordo com a presidente da Fundação, Ana Pinho, “a programação no museu e fora de portas é muito ambiciosa, porque serão organizadas mais de 30 exposições pelo país e muitas exposições no estrangeiro”, em declarações à Lusa.
A inauguração da exposição individual da artista italiana Marisa Merz, intitulada “O Céu é um Grande Espaço”, marca o arranque do ano nesta sexta-feira. Organizada pelos museus norte-americanos Metropolitan Museum of Art, de Nova Iorque, e Hammer Museum, de Los Angeles, trata-se da primeira grande retrospetiva da obra de Marisa Merz, a única mulher protagonista do movimento da Arte Povera, que ficará patente até 22 de abril e que inicia em Serralves a sua itinerância europeia.
Segue-se, em fevereiro, a apresentação no Museu de “No tempo Todo”, considerada “a mais abrangente retrospetiva” da obra de Álvaro Lapa alguma vez realizada. A exposição vai reunir, pela primeira vez, mais de 200 obras de vários períodos, entre pintura e escultura.
No início do verão, em junho, Serralves apresenta no Parque e no Museu uma exposição de Anish Kapoor, “um dos mais proeminentes escultores da atualidade”, que será comissariada por Suzanne Cotter, que, no final de 2017, deixou Serralves para assumir a direção do Museu de Arte Moderna Grão-Duque Jean (MUDAM), no Luxemburgo.
Sediado em Londres, Kapoor alcançou reconhecimento internacional enquanto membro da geração de novos escultores britânicos dos anos de 1980, pelas suas peças a uma escala monumental. No Parque de Serralves, Kapoor mostrará uma seleção dos seus trabalhos e projetos mais recentes.
Em setembro, chega a primeira exposição em Portugal de “uma das maiores e mais influentes” figuras da fotografia do século XX: Robert Mapplethorpe. Será uma retrospetiva em grande escala da obra de Mapplethorpe, com algumas das fotografias mais icónicas do século passado.
No mesmo mês, será também apresentada a exposição “Companhia”, dedicada ao universo estético do cineasta Pedro Costa.
Na música, em abril, há estreia nacional de um trabalho da compositora francesa de música eletrónica Éliane Radique, e, em maio, chega a Serralves “Stichomythia”, uma instalação visual criada pela cenógrafa Nadia Lauro, inspirada em “Shining”, de Stanley Kubrick.
O Jazz no Parque está de regresso em julho o e o mês de outubro ficará marcado pela apresentação de uma nova obra do compositor, improvisador e artista conceptual alemão Nicholas Bussmann, a performance “Wandering Sands”.
 O Parque de Serralves recebe novamente, em abril, o Bioblitz, que é “uma inventariação biológica relâmpago” feita com a participação do público e de entrada gratuita, tal como acontece com a 15.ª edição de Serralves em Festa, celebrada de 1 a 3 de junho.
A festa do Outono regressa a 29 e 30 de setembro, com o Parque de portas abertas para “reavivar antigas tradições e costumes do outono”.
Em 2018 prossegue, ainda, o programa de exposições itinerantes da coleção que o Museu desenvolve e que tem como objetivo tornar a coleção de Serralves acessível para além das portas do museu, num total de 35 exposições.
Em 2017, a Fundação de Serralves recebeu 834.328 visitantes, o que representou um crescimento superior a 22% face a 2016, dos quais 218.674 eram estrangeiros.
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