O sistema de bilhética Andante, adotado em operadores como o Metro do Porto, pode ser usado no telemóvel a partir de abril, dispensando cartões, dinheiro e otimizando o tarifário pago pelo cliente.

Criado pela Transportes Intermodais do Porto (TIP) – entidade formada pelo Metro, STCP e CP e que gere o sistema de bilhética Andante – a aplicação “Anda” é um título “Andante” desmaterializado, que evita preocupações com o tipo de viagens a comprar, no início do mês ou a cada deslocação, porque o sistema “atribui a cada passageiro o tarifário mais favorável”, enviando-lhe a fatura para casa, conforme divulgou a Lusa.
De acordo com a TIP, o Anda é a primeira aplicação de telemóvel “capaz de otimizar o tarifário mensal apresentado a cada cliente”, representando uma “enorme evolução no sistema de bilhética, a nível nacional e europeu”. O sistema surgiu em estreita colaboração com os operadores de transportes e a Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto.
Apenas disponível para smartphone [sistema Android], o “Anda” pode ser usado no Metro do Porto, nos autocarros da Sociedade de Transportes Coletivos do Porto (STCP), na CP e em operadores privados da Área Metropolitana do Porto.
“As pessoas não precisam de se preocupar em definir, no inicio do mês, qual o cartão que vão comprar. E isto pode mesmo significar poupança, porque o preço apresentado é sempre o preço mínimo para cobrir as deslocações que a pessoa efetuou”, esclareceu João Marrana, administrador delegado da TIP citado pela Lusa.
O responsável acrescentou que, apesar de várias diligências, ainda “não é possível desenvolver a tecnologia NFC para IPhone”, mas alertou que, atualmente, os smartphones representam “dois terços da utilização do sistema” de informação horária sobre os transportes em tempo real”.
A aplicação “apenas está disponível na Google Play, pelo que é indispensável a utilização de um telemóvel com sistema operativo Android”, para além de que “versões anteriores ao Android 5.0 não estão preparadas para suportar” o sistema.
O aparelho deve ainda “estar apto a estabelecer uma comunicação em Near Field Communication (NFC) com os validadores do Andante, registando as mensagens Bluetooth Low Energy (BLE)” transmitidas pelos aparelhos que estão a ser instalados nos veículos e validadores.

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