O Porto tem vindo a trabalhar para garantir uma intervenção ativa no contexto europeu em termos de sustentabilidade e já tem em curso vários projetos a nível local e em participações internacionais, referiu o presidente da Câmara do Porto na sessão de encerramento dos prémios Green Project Awards (GPA) 2017, que decorreu esta sexta-feira na Alfândega.
“Entendemos que era essencial garantir uma participação ativa no contexto europeu e nos diferentes fóruns onde o Porto tem voz, na perspetiva, por um lado, de absorver o trabalho e a boas práticas amadurecidas de outras cidades, mas também ser uma voz ativa num lóbi para procurar melhorar e adequar os pacotes legislativos a produzir pela União Europeia, bem como oportunidades de financiamento à realidade e necessidades especificas da cidade”, explicou Rui Moreira.
Tendo elegido a sustentabilidade como um dos eixos fundamentais do seu programa para este mandato, o autarca destacou alguns dos projetos em curso na cidade que estão a contribuir para a mudança de paradigma em prol de uma economia circular.
 A introdução de modos suaves de transporte na cidade, a inclusão de veículos elétricos em toda a frota municipal, o desenvolvimento de uma rede de transportes rodoviários mais sustentáveis e ecológica na STCP e a “revolução progressiva e quase silenciosa” na gestão dos recursos hídricos e do ciclo da água foram alguns dos exemplos mencionados.
A Câmara do Porto encontra-se ainda a desenvolver um ‘roadmap’ para a economia circular que servirá para identificar as áreas chave e práticas e circulares que devem ganhar escala através da facilitação e envolvimento do município.
“Claro que nada se faz numa cidade sem que dois vetores estejam assegurados: a autonomia local e a colaboração institucional”, destacou o presidente da Câmara, referindo os “passos muito importantes dados com este Governo”, nomeadamente no que se refere à transferência da gestão dos transportes para os municípios.
Na sua intervenção, também na cerimónia de encerramento, o ministro do Ambiente destacou o papel pioneiro que o país tem vindo a assumir em termos de compromissos internacionais para a sustentabilidade ambiental.
“Os desafios ambientais que se nos colocam são sobretudo humanos e não são naturais”, disse Matos Fernandes, que destacou a necessidade de “adaptação e saber viver com os recursos que temos”.
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