Foi esta manhã consumada a passagem da gestão da STCP – Sociedade de Transportes Coletivos do Porto para as autarquias, com a cerimónia de nomeação do novo conselho de administração. A presidência é assegurada por Paulo Azevedo, experiente gestor financeiro indicado pela Câmara do Porto. Para o presidente Rui Moreira, foi “notável o acordo estabelecido entre os seis municípios” onde o serviço de transportes opera, não deixando, contudo, de notar que o processo de transição foi adiado por um ano, devido às teias burocráticas do Estado.

O novo modelo de gestão da STCP entra, a partir de hoje, em vigor. A transferência de competências de gestão do Estado para os seis municípios servidos pela rede de transportes – Porto, Vila Nova de Gaia, Matosinhos, Maia, Gondomar e Valongo – efetivou-se, esta manhã, na cerimónia de nomeação do novo conselho de administração. Presidida pelo ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, o ato solene reuniu os presidentes das respetivas seis autarquias, os representantes da Área Metropolitana do Porto, bem como os membros da nova estrutura, agora empossados.
Durante a tomada de posse da nova estrutura que vai administrar a STCP, Rui Moreira deixou o seu agradecimento ao ministro que saiu do Porto, “mas que não se esqueceu das preocupações da cidade”. Salientou também o que considerou ser “uma decisão metropolitana rara”, onde o entendimento entre os seis municípios prevaleceu sobre as diferenças de pontos de vista.
Não obstante, para o autarca, fica uma nota de tristeza relativa à morosidade do processo. “Esta foi uma prova de confiança sobre a desconfiança que ainda prevalece. As Câmaras também são Estado, por isso não se percebe porque se demorou um ano para resolver questões entre os próprios setores do Estado”, afirmou.
Na verdade, trata-se do último capítulo de um extenso dossier que fica agora resolvido, após o entendimento alcançado, há precisamente um ano, entre o Governo, as autarquias e a Área Metropolitana do Porto. Isto porque a “luz verde” do Tribunal de Contas somente chegou em agosto de 2017 e, simultaneamente, foi necessário garantir que cada uma das seis autarquias obtivesse as respetivas aprovações dos contratos de delegação de competências, em sede de reuniões de câmara e assembleias municipais.

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