O jovem pianista portuense Daniel Cunha abre a nova temporada da Casa da Música com um recital inteiramente preenchido por obras do compositor e pianista do romantismo portuense Alfredo Napoleão (1952-1917).

Este recital, que se realiza na próxima terça-feira, dia 2 de janeiro, culmina o trabalho de todo o ano de 2017 em que Daniel Cunha tem vindo a celebrar a obra e memória de Alfredo Napoleão, assinalando igualmente o centenário da sua morte.
Manchester, Festival Estoril Lisboa e Festival de Outono da Universidade de Aveiro foram alguns dos palcos a que Daniel Cunha levou já a música para piano solo do pianista-compositor que, no seu tempo, fez inúmeros concertos para o Orpheon Portuense, tocou com Guilhermina Suggia e participou em várias inaugurações de espaços culturais da cidade.
Alfredo Napoleão teve uma vida itinerante, cheia de sucessos como pianista e como compositor, tanto no Brasil como na Argentina – países onde passou vários anos – mas também em importantes cidades europeias como Londres e Paris. Nesses países, apresentou os seus Concertos para Piano e Orquestra, as suas Sonatas para Piano e outras obras para piano solo, música de câmara, etc.
Por seu lado, Daniel Cunha – que, em fevereiro próximo, vai gravar parte da obra de Napoleão para piano com uma editora alemã – é considerado como um dos mais destacados pianistas portugueses da sua geração. Doutorado em Artes Musicais na especialidade de piano pela Universidade do Kansas (EUA), onde se aperfeiçoou com o consagrado pianista e pedagogo Sequeira Costa, foi premiado na XVI edição do Concurso Internacional de Piano Vianna da Motta e é detentor, entre outros, do primeiro prémio do concurso Helena Sá e Costa.

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