Acaba já nesta sexta-feira, nos Paços do Concelho, e no sábado, na Casa do Infante, a exposição de elevado valor artístico e histórico que celebra os 500 anos do Foral concedido pelo Rei D. Manuel à cidade do Porto.

Organizada pelo Município em dois polos de acesso livre, a exposição “O FORAL DO PORTO. 1517-2017. MARCA DE UM REI, IMAGEM DE UMA CIDADE” assinala aquela data, mas aproveita também para propor um roteiro histórico pelo Porto do século XVI. O polo expositivo dos Paços do Concelho tem como elemento central a esfera armilar que se tornou símbolo do Rei D. Manuel, convidando o visitante a fazer um itinerário pela cidade e a descobrir os 16 pontos-chave assinalados numa estrutura evocativa de um repositório de memórias.
Por seu lado, o núcleo central da exposição, na Casa do Infante, desenvolve-se em torno de quatro eixos temáticos: O Foral e o Porto: símbolo, marca e identidade; O Foral e o Porto: rei, lei, poder(es); O Porto do século XVI e o seu Termo: espaço, centralidade e funcionalidade; O Foral Manuelino do Porto: arte, técnica, comunicação. Aqui, o elemento essencial é o documento do Foral, cuja capa é uma iluminura colorida, onde se destacam a Cruz de Cristo, as armas nacionais, a esfera armilar e as armas da cidade.
O Foral do Porto – elaborado após diligências iniciadas em 1511 por Fernão de Pina, atinentes à reforma geral de todos os forais determinada por D. Manuel I – tem encadernação inteira em pele, do século XVI, com ferros a seco e aplicações em metal.
Além do original do Foral Manuelino, o Município tem ainda na sua posse o Foral de D. Hugo, bispo do Porto entre 1113 e 1136, quando esta era uma cidade episcopal, e que integra também esta exposição, a par de outros documentos e objetos.

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