São João da Madeira contará em 2018 com um orçamento municipal de 27,3 milhões de euros, mais 2,6 milhões do que em 2017, e que irá dar prioridade à Educação, indicou hoje a maioria socialista na autarquia.

Aprovado em reunião de Câmara com cinco votos do PS e duas abstenções da coligação PSD/CDS-PP, o documento prevê, por exemplo, a constituição de uma Assembleia Municipal Jovem, o desenvolvimento do projeto Erasmus Municipal e a criação de um balcão local de troca de manuais escolares.
“Assumimos o compromisso eleitoral claro de conceder prioridade à área da Educação”, declarou à Lusa o presidente da autarquia, Jorge Vultos Sequeira. “Isso tem reflexo, por um lado, na contratação de novos auxiliares de ação educativa, sobretudo para os jardins-de-infância, e, por outro, na aquisição de uma viatura para a Escola Segura, de forma a reforçar a operacionalidade desse programa [policial] em São João da Madeira, onde tem tido grande sucesso”, acrescentou.
O orçamento prevê a aquisição de outra viatura até 50 mil euros para transporte de crianças, assim como o aumento das verbas disponíveis para reparação de edifícios do Ensino Básico e para apetrechamento informático das escolas, que o autarca aponta como “muito debilitadas a esse nível”.
Outra medida já antes anunciada para a comunidade infantil, mas agora efetivamente prevista em orçamento é o apoio municipal para vacinas não comparticipadas pelo Serviço Nacional de Saúde.
“Estamos neste momento a trabalhar no regulamento que vai orientar essa medida e a apurar com o apoio de médicos quais as vacinas que irão ser abrangidas, mas já está prevista uma verba de 15 mil euros) para o início desse programa, que irá operacionalizar-se em 2018”, referiu Jorge Vultos Sequeira.
Também na área da Saúde, o orçamento de São João da Madeira reserva 20 mil euros para a comparticipação de medicamentos para pessoas em situação de invalidez. O concelho já conta com um programa de apoio à aquisição de medicamentos para idosos, mas o presidente da Câmara diz ter identificado “pessoas com elevadíssimos graus de invalidez e baixíssimos rendimentos que não podem beneficiar dele por ainda não terem atingido a idade mínima para o efeito”.
Outras medidas anunciadas para 201 passam pela revisão do Programa de Emergência Social dado o seu ‘plafond’ “já não estar adequado às necessidades atuais”, desenvolvimento do programa Sénior Ativo e implementação da Oficina do Idoso, reforço do subsídio corrente à corporação local de bombeiros e aumento da verba mensal para o fundo documental da Biblioteca.

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