A ponte que assegurou a transição entre a das barcas e a Luiz I desapareceu há 130 anos mas deixou memórias que o Arquivo Histórico do Porto vai recordar na próxima quinta-feira, dia 21.
Com início às 15,30 horas na Casa do Infante, a iniciativa inscreve-se na programação “O documento do mês” que aquele serviço municipal assegura com o objetivo de aproximar a cidade da sua história, trazendo para fora das estantes documentos caracterizadores da memória coletiva.
Na última sessão do ano, será recordada a que foi a primeira estrutura fixa e permanente de atravessamento do rio Douro no seu trajeto nacional. Oficialmente batizada Ponte D. Maria II, ainda hoje é referida por “Ponte Pênsil” (tal como a Ponte Luiz I é vulgarmente chamada “Ponte D. Luís”), mas dela restam apenas a Casa da Guarda e os obeliscos/pilares em alvenaria, na margem do Porto, a que se prendiam os cabos em ferro que a sustentaram durante cerca de 45 anos.
Porém, se a sua utilização foi breve, a ponte pênsil D. Maria II foi invulgarmente marcante para a cidade do Porto, desde logo por ter vindo substituir a instável e algo perigosa “Ponte das Barcas”, a partir de 1843. A sua construção foi determinada pelo desenho de uma nova estrada ligando o Porto a Lisboa. Seria, por seu lado, desmontada após a entrada em funcionamento da Ponte Luiz I, construída mesmo ao seu lado entre 1886 e 1888.
A participação nesta sessão, que se propõe conhecer e analisar a história da ponte sob diversas vertentes, é gratuita mas sujeita a inscrição prévia.
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