A associação de estudantes pinta uma faculdade esquecida, mergulhada em problemas. Já o reitor da Universidade do Porto diz que as referências à degradação das condições são “excessivas”. Há planos de reabilitação e obras, mas não há dinheiro para avançar com eles.

Oficinas sem sistemas de extracção de ar e sem sistemas de emergência para o caso de intoxicação. Salas em que chove dentro. Falta de aquecimento. Sobrelotação de alunos. Falta de funcionários. Um edificado desadaptado a pessoas com mobilidade reduzida. A lista de problemas da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto (FBAUP) que a associação de estudantes elaborou continua. No entanto, o reitor da Universidade do Porto, Sebastião Feyo de Azevedo, classifica como “excessivas” “quaisquer referências a uma degradação generalizada das condições nos actuais edifícios da FBAUP”.
José Carlos Paiva, o director da faculdade, reconhece a maioria das condicionantes. Mas resolver todos os problemas da FBAUP e avançar com dois projectos, um de reabilitação e outro de construção, ficaria por mais de sete milhões e 700 mil euros. E não há dinheiro – a cada ano a faculdade dá 300 mil euros de prejuízo.

 

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