Faculdade de Belas Artes do Porto mostra projecto com que Barata Feyo, João Andresen e Júlio Resende venceram em 1956 o concurso para o Monumento ao Infante, em Sagres.

Um projecto que não chegou a sair do estirador e que seria substituído pelo Padrão dos Descobrimentos… em Lisboa.
“Nenhuma ausência em ti cais da partida./ Movimento ritual, surdo rumor de búzios,/ Alegria de ir ver o êxtase do mar/ Com suas ondas-cães, seus cavalos,/ Suas crinas de vento, seus colares de espuma,/ Seus gritos, seus perigos, seus abismos de fogo.”
Sophia de Mello Breyner Andresen
Até agora, só conhecíamos aquilo que poderia ter sido uma das mais marcantes peças de arte pública do país por documentação dispersa, uma ou outra peça mostrada aqui e ali, e por estes versos de Sophia. Hoje podemos ver mais de perto aquilo que seria o grande monumento dedicado ao Infante D. Henrique (1394-1460) e projectado para o promontório de Sagres em meados do século XX numa exposição na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto (FBAUP).

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