O Teatro Municipal do Porto estreia hoje à noite “Teoria 5S”, uma coprodução com o Visões Úteis que lança interrogações sobre a preservação de memórias através de objetos que, aparentemente e muitas vezes também objetivamente, não têm utilidade. 
Com um elenco composto por Ana Azevedo, Ana Vitorino, Carlos Costa, Jorge Paupério e Óscar Branco, o espetáculo assenta na premissa de que a conservação das memórias através de um arquivo morto (ou de objetos do passado) é algo que nos prende a um tempo onde já não podemos existir nem atuar.
Não será, assim, o ato da destruição desse arquivo uma libertação necessária para podermos pertencer verdadeiramente ao presente e nos projetarmos no futuro, para nos podermos mover, seguir caminho?
 Com estreia às 21,30 horas desta sexta-feira e nova apresentação às 19 horas de sábado, “Teoria 5S” é a primeira de duas criações originais dedicadas a esse confronto com o nosso lastro físico e à eventual (ilusória?) libertação que a sua destruição ou redução minimalista poderá trazer-nos.
Partindo de um levantamento do próprio arquivo do Visões Úteis, o espetáculo inspira-se num conjunto de metodologias de arrumação, organização e eficácia, com destaque para a “metodologia dos 5S” oriunda do Japão, que tentará testar.
 Essa metodologia, que teve origem nos hábitos dos samurais e foi adoptada pelas empresas após a 2.ª Guerra Mundial, assenta em cinco princípios (utilização, organização, limpeza, higiene e disciplina) que começam pela letra “S” em Japonês.
“Teoria 5S”
sexta 24 nov – 21h30
sáb 25 nov – 19H00
Auditório IAC – Rivoli
5 euros
M/12
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