José Couceiro mostrou-se desagradado com a arbitragem de João Capela no jogo entre Benfica e Vitória de Setúbal (2-0), em jogo referente à 4.ª eliminatória da Taça de Portugal. O técnico sadino esteve na flash interview da Sport TV, onde também fez a análise do jogo.

 Análise: “Em primeiro lugar quero dar os parabéns à equipa do Vitória. Perdemos, mas a postura e atitude que tiveram [merecem os parabéns]. Com destaque para o José Semedo que, ao fim de três semanas de uma lesão ligamentar fez o que podia e o que não podia para estar presente. Por decisão dele. Acabei por retirá-lo para não agravar alguma coisa. Foi esse o espírito que viemos aqui disputar a eliminatória, tentar ganhá-la.”
Arbitragem: “O resultado é desnivelado, excessivamente desnivelado. Não vi imagens mas parece-me claramente grande penalidade sobre o João Amaral. Mas estamos habituados, sempre que jogamos contra grandes os médios defensivos deles fazem sete/oito faltas e nem são repreendidos, quanto mais advertidos. Os nossos ao fim da terceira são logo advertidos, mas estamos habituados. É uma regra que tem de mudar em Portugal, isso não ajuda quem quer vir disputar o jogar. Há questões que são centrais e que cruzam todos. Se nós queremos campeonatos mais competitivos e equilibrados, têm que perceber que têm que ajudar a que haja equilíbrio. Parabéns ao Benfica, está na próxima fase e nós não estamos. Mas não desistimos.”
Próximo jogo também com o Benfica: “Vamos ver como é que o Semedo está. O João Teixeira não poderá jogar. Mas não espero ter um Vitória de Setúbal muito diferente. Nós vimos cá disputar o jogo, entramos em campo com a intenção de ganhar o jogo. Agora que possamos ter equilibro em decisões fundamentais para o jogo. Eu admito os erros técnicos, não estou aqui para isso, mas não posso aceitar é a repetição de faltas do mesmo jogador. Mas isso não acontece aqui, é algo que está enraizado em Portugal. Há muitas coisas que poderíamos abordar, inclusivamente a forma como todos os agentes geram as expetativa em torno do jogo em que o foco não é o próprio jogo, são outras coisas. São outro tipo de pressões. Estamos tristes, queríamos passar e continuar.” 
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