Duas instalações, uma junto à Estação de Metro da Trindade e outra à entrada do Mercado do Bom Sucesso, alertam quem passa para os malefícios do tabaco. A iniciativa é da Pulmonale – Associação Portuguesa de Luta Contra o Cancro do Pulmão e insere-se na campanha de sensibilização “Cidade Livre de Fumo”, que assinala no Porto, hoje e amanhã, o Dia do Não Fumador (17 de novembro).

Concebidas pelo artista Rui Azevedo, as obras são formadas por “beatas” de cigarro gigantes. A ideia é mesmo criar impacto, fazer refletir e “alertar para uma questão social” com repercussões graves em vários níveis, sobretudo na saúde.
Esta manhã, o presidente da Câmara do Porto chamou a atenção para a importância desta campanha, “principalmente junto dos jovens”, e elogiou a Pulmonale, sediada na cidade. Iniciativas como esta, “da sociedade civil, devemos encorajar”, disse Rui Moreira, salientando ainda tratar-se de uma ação de sensibilização “bem-feita, com um objeto de arte interessante”.
Isabel Magalhães, presidente desta Associação, lembrou que o problema do tabagismo “ultrapassa a questão do cancro do pulmão. É, segundo a Organização Mundial de Saúde, a principal causa de morte evitável do mundo. No caso do cancro do pulmão, 85 por cento dos casos diagnosticados são causados pelo tabaco”, uma percentagem que se cinge aos fumadores ativos.
A nível mundial, relembrou a responsável, este é “o cancro que mais mata. Em Portugal, não sendo o mais prevalente, é também o mais mortífero”. Anualmente, são diagnosticados quatro mil novos casos e registadas cerca de 1700 mortes.

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