A Polícia Judiciária estimou que os 2,5 quilos de cocaína apreendidos esta quarta-feira, durante a operação “mulas voadoras”, poderiam render perto de um milhão de euros se fossem vendidos no mercado de rua.

A PJ anunciou esta tarde, em conferência de imprensa, que deteve quarta-feira seis homens suspeitos de trazerem da América Latina para Portugal, por via aérea, grandes quantidades de cocaína para ser comercializada em bairros do Grande Porto, e classificou a operação ‘mulas voadoras’ como sendo a “maior” de 2017 até à data, porque a droga era diretamente para “ser distribuída e comercializada” em Portugal.
“Esta droga apreendida terá um peso aproximado de 2,5 quilos que depois, quando posta em circulação no mercado, vai exponenciar-se e poderá atingir um peso total muito aproximado dos 20 quilos”, explicou Arnaldo Silva, coordenador de investigação criminal da Polícia Judiciária e responsável pela operação ‘mulas voadoras’, referindo que na venda às doses no mercado de rua aquela quantidade poderia chegar perto de um milhão de euros.
Arnaldo Silva, que chefia a secção que investiga o crime de tráfico de droga na Diretoria do Norte da PJ, explicou que o valor médio do grama de cocaína que se vende ao consumidor ronda os 40 euros e que se multiplicar pelos 20 quilos, o resultado da faturação estaria “muito perto de um milhão de euros”.
A operação “mulas voadoras” começou como uma investigação em novembro de 2016 a um grupo que se dedicava à introdução em Portugal de quantidades consideráveis de cocaína com origem na América Latina, tendo culminado na quarta-feira com a detenção de um homem em flagrante delito e que transportava 2,5 quilos de cocaína numa mala de viagem com fundo falso.
“Após a detenção em flagrante, a PJ deu início às buscas domiciliárias e não domiciliárias, no sentido de recolher o maior número de provas para depois de proceder à detenção dos restantes elementos constituintes do grupo em investigação”, explicou Arnaldo Silva.

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