Em comunicado, os Superdragões reagiram ao castigo de seis meses de interdição em recintos desportivos aplicada pelo Instituto Português do Desporto e Juventude ao seu líder Fernando Madureira.

Eis o comunicado:
«A direção da Associação Super Dragões, claque legalizada de acordo com a legislação em vigor, vem por este meio manifestar total surpresa e repúdio perante o castigo de que Fernando Madureira, líder do grupo, foi no dia de hoje alvo por parte do Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ).
Esta medida verdadeiramente absurda e sem qualquer fundamento legal conforme será provado nas instâncias competentes, é absolutamente inédita pois jamais um cidadão foi punido por entoar um qualquer cântico, fosse ele mais ou menos ofensivo. Mas ainda mais inédito, e quiçá alvo de um novo recorde mundial, é alguém ser castigado por um cântico que não entoou.
Ironia das ironias, a penalização é conhecida poucos dias após um fim de semana onde dois jogos transmitidos em direto por diferentes canais de televisão, foram interrompidos por desacatos de adeptos. Será que nestes casos o IPDJ vai atuar? Será que o IPDJ vai levantar processos a quem prevaricou com todo o país a assistir em direto?
Ficamos portanto a saber que no desporto em Portugal, um cântico é mais grave do que violência física praticada contra outros adeptos ou forças de autoridade. Mas até os próprios cânticos têm cor clubística pois aqueles que aludem a crimes como o “very light” no Jamor continuam a ser permitidos e não sofrer qualquer punição.
Pasme-se, enquanto se ouvem discursos inflamados das altas figuras do futebol português a clamarem por paz e serenidade, por acalmia e concordância, surgem depois estes acontecimentos que mais não servem do que acicatar ainda mais um ambiente já de si conturbado. Não basta pedir paz, é preciso praticá-la! Os responsáveis não se podem posteriormente demitir das suas responsabilidades perante estes factos.
Para finalizar, uma palavra de forte solidariedade e reflexão para com Fernando Madureira. Bem sabemos que o recurso tem efeitos suspensivos e como tal continuaremos a contar com a sua presença nos recintos desportivos onde as equipas do Futebol Clube do Porto defenderem as nossas cores, mas a revolta é óbvia e abrange todos os ultras e portistas em geral. Se calhar, num país onde a ilegalidade continua a ser premiada, está na altura de mudar de comportamentos e deixar de colaborar ativamente com forças de segurança e demais instâncias responsáveis por eventos desportivos para que depois os Senhores do Futebol provem do seu próprio veneno.»

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