Mais de uma centena de moradores de São Pedro da Cova, Gondomar, entregaram um abaixo-assinado na Câmara, no qual exigem obras na rua das Bocas, cujo estado, disse hoje o porta-voz, “coloca em perigo de vida quem lá circula”.

No documento lê-se que foi apresentada à autarquia em 2013 uma exposição que “dava conta do mau estado de conservação da rua”, situação que, afirmou o porta-voz do grupo, Rui Darlindo, “muito se agravou”.
“Urge uma intervenção na rua já que esta se encontra num estado muito deficitário e coloca em perigo a vida de todos que nela circulam”, refere o abaixo-assinado que de seguida descreve, com recurso a fotografias, que o pavimento está em “péssimo estado”, há ausência de pavimento em algumas zonas e faltam muros de proteção junto a “ribanceiras profundas”.
Os moradores também lamentam a ausência de sistema de drenagem das águas da chuva, a “completa ausência de manutenção da zona de mato existente na rua” e falam em perigo de ruína de casas devolutas.
“Numa palavra, trata-se de uma rua que se encontra ao abandono há longos anos, sem que o Município de Gondomar tenha qualquer atuação que permita reverter a grave situação que se verifica”, refere o abaixo-assinado.
O documento foi hoje tornado público numa reunião de câmara descentralizada que decorreu na Foz do Sousa, tendo Rui Darlindo pedido esclarecimentos quer ao presidente da autarquia, Marco Martins, reeleito pelo PS, quer à oposição que inclui o movimento independente liderado por Valentim Loureiro que é agora vereador, bem como um eleito pelo PSD, Rafael Amorim, e dois da CDU, sendo um dos quais o ex-presidente da Junta de Freguesia de São Pedro da Cova, Daniel Vieira.
“Este problema vem do passado mas é atual. Precisamos de uma resposta”, disse o porta-voz dos moradores que na sessão criticou a falta de investimento na artéria citada e procurou argumentar dando exemplo de outros investimentos levados a cabo pela autarquia em outros locais.
Em resposta, Marco Martins admitiu que a rua necessita de uma obra, cuja estimativa de custo ronda os 600 mil euros, e lamentou que “tenha sido necessário avançar com outras prioridades”, mas prometeu: “Não vou deixar de ser presidente da Câmara sem que a rua das Bocas seja intervencionada”.

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