O presidente da câmara de Vila Nova de Gaia Eduardo Vítor Rodrigues foi esta sexta-feira eleito presidente do Conselho Metropolitano do Porto (CmP), sendo Margarida Belém, autarca de Arouca, e Emídio Sousa, de Santa Maria da Feira, os vice-presidentes.

Em declarações no final da reunião em que estiveram os 17 autarcas que compõem a Área Metropolitana do Porto, Eduardo Vítor Rodrigues revelou ainda que, para a comissão executiva, foram eleitos Mário Rui, Sara Lobão e Lino Ferreira, além de mais dois elementos não remunerados.

Sobre os temas que dominaram o primeiro encontro, o autarca de Vila Nova de Gaia informou terem sido a “área dos transportes” e “a questão dos fundos comunitários”.

Considerando que a área dos transportes agrega “desafios muito importantes pela frente”, Vítor Rodrigues afirmou que a questão dos fundos comunitários “vai tornar-se num desafio à estratégia de desenvolvimento da Área Metropolitana”.

“Não quisemos fazer descolar esta questão do desafio lançado pelo primeiro-ministro de análise, diagnóstico, mas também de propositura das linhas mestras do novo quadro comunitário de apoio 2021-2027”, disse o novo presidente do CmP, que falou num “concurso internacional para a melhoria da qualidade dos transportes e para cumprir a diretiva comunitária que o impõe”.

Assumindo que as “concessões são precárias”, o autarca mostrou-se disponível para trabalhar no sentido de “conseguir um concurso que seja capaz de dar boa qualidade de transportes e de mobilidade na Área Metropolitana” quer dentro dos municípios quer entre os municípios.

“Mas também um concurso que salvaguarde aqueles que já estão a operar dentro do território”, acrescentou, assinalando que “muitos deles têm ainda um trabalho a fazer”, reivindicando para tal “o apoio do Governo”.

A área dos transportes, sublinhou Eduardo Vítor Rodrigues, afirma-se como “determinante e cruza com o quadro comunitário”, momento que o autarca perspetivou de “alguma da reprogramação” que gostava de ver feita no “quadro comunitário e conseguir aí incluir questões de essência energética, também no que diz respeito à mobilidade e ao transporte público”.

Sobre a descentralização, disse ser uma discussão “transitoriamente congelada pelo período eleitoral”, mostrando-se convencido que no próximo ano isso seja “claramente assumido pelo Governo”.

“Queremos ser interlocutores de um verdadeiro processo de descentralização”, garantiu o novo líder do CmP, recusando a ideia de que esta possa ser “um alijar de responsabilidades da parte do Governo para os municípios, sem o respetivo envelope financeiro”.

Para tal, admitiu a procura de caminhos “que podem não passar, exclusivamente, pela vertente financeira, mas que podem passar pela componente patrimonial, fiscal, que permitam aos municípios desenvolver o trabalho que o Governo está a fazer com meios”.

“Saímos desta reunião com um espírito metropolitano mais reforçado, uma vontade de trabalhar com todas as entidades que estão no terreno, com os municípios mas também com o poder central, de forma reivindicativa, leal, mas reivindicativa porque temos muito caminho para percorrer”, concluiu.

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