Jorge Jesus (quase que) andou de braço dado com a Bruxa. Ao “bruxedo” das lesões de quatro titulares, tirou da cartola Bruno César, que viria a marcar o golo dos leões. Rui Patrício, vestido de preto, defendeu quase tudo. Menos o golo de Higuain. E a Juventus, empatou, mas continua a não saber ganhar em Lisboa.

Há um velho ditado espanhol que diz “No creo en brujas, pero que las hay, las hay” (não acredito nas bruxas, mas que existem, existem).
Em Alvalade, na noite de 31 de outubro, “Dia das Bruxas” (Halloween), na antecipação do 4º jogo do Grupo D da Liga de Campeões entre o Sporting Clube de Portugal e a Juventus FC, Jorge Jesus, treinador dos leões, bem podia socorrer-se do mesmo, com ou sem pronúncia espanhola.
Fábio Coentrão, William Carvalho, Mathieu e Piccini, quatro habituais titulares, já se sabia, não entrariam nas contas do técnico leonino, sendo rendidos por Jonathan Silva, Bruno César, André Pinto e Ristovski, reentrando ainda Battaglia, num misto de minutos já somados (Jonathan Silva e Bruno César) e duas estreias esta época na “Liga Milionária”, no caso de André Pinto e Ristovski, sendo que o internacional macedónio tem como curriculum três jogos de play-off nas pernas e o português, duas partidas da fase de qualificação ao serviço dos gregos do Panathinaikos.A contrabalançar este “azar”, ou “bruxedo” leonino, a “Vecchia Signora”, (Velha Senhora, traduzido para português) que visitava pela primeira vez Alvalade para competições oficiais da UEFA, em três anteriores visitas a Lisboa para jogar com os rivais dos leões, o Benfica, perdera sempre (2014, Liga Europa, 1993, Taça UEFA e 1968, Taça dos Campeões Europeus). Razão tinham os italianos para “ir à bruxa”.

Jorge Jesus vestiu a pele de técnico italiano.
Com um novo desenho no meio campo e uma defesa remendada, Rui Patrício vestia de preto e Jorge Jesus foi um técnico “à italiana”. Deu a iniciativa de jogo e jogava na certa. Quase sempre de forma letal num jogo de “doce ou travessura”.
Nuns primeiros 45 minutos sem grandes oportunidades de parte a parte e com uma equipa da Juventus a jogar a passo, Bruno César inaugurou o marcador aos 20 minutos, de pé direito, num pontapé de recarga (defesa de Buffon para a frente) após remate de Gelson. A formação de Allegri respondeu de imediato, resumindo-se a esse lance a única oportunidade de golo dos italianos.
No segundo tempo, Allegri mexeu, metendo Douglas Costa e Matuidi. A tónica era a Juventus a atacar, Gelson e Sporting a contra-atacar, com Bas Dost quase a marcar (aos 60 minutos). E Rui Patrício a defender. A defesa da noite aconteceu aos 70 minutos. Patrício defendeu tudo menos o remate de Higuain aos 79’.
Jorge Jesus refrescou o ataque com Doumbia, retirando Bas Dost e viu-se obrigado a colocar Petrovic ao minuto noventa por substituição do número 13, Ristovki, lesionado. O jogo terminou com um empate (1-1), resultado mais do agrado dos italianos.
O Sporting, com 4 pontos, volta a jogar em casa, frente ao OIympiacos, no próximo dia 22 de novembro.

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