O presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, recusou hoje assumir uma posição neutra “perante tudo o que se quer, diz ou faz”, destacando que o respeito pela diversidade de opiniões “não implica que todas sejam acatadas”.

“Não fomos eleitos para arbitrar. Fomos eleitos para governar e, por isso, não seremos neutrais perante tudo o que se quer, se diz ou se faz. Da mesma forma, quem não é poder, não foi eleito ou não quis sequer ir a votos não deve calar, mas deve respeito igual ao respeito que de nós merece”, afirmou o independente apoiado pelo CDS/PP e pelo MPT, reeleito a 01 de outubro para um segundo mandato com maioria absoluta, no discurso de tomada de posse dos órgãos autárquicos eleitos, que decorreu esta tarde no teatro Rivoli.
Moreira referiu-se a “equívocos que ultimamente têm ganhado adeptos na sociedade portuguesa” para assegurar que “o respeito pela diversidade das opiniões não implica que todas sejam acatadas”, nem “pode entorpecer” a “obrigação” do executivo em concretizar aquilo que dele é esperado, “por mandato dos portuenses”.
“Foram os portuenses que nos garantiram estas condições de governabilidade. É perante eles que, em primeiro lugar, respondemos. Respeitaremos, por isso, todas as opiniões. As opiniões convergentes e as divergentes. Mas é bom ter em conta que nós também temos uma opinião”, frisou o autarca, pouco antes de lembrar projetos atrasados devido a “problemas de contratação pública” com “caminhos cada vez mais centralistas e burocráticos”.-

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