Os candidatos à liderança do PSD, Pedro Santana Lopes e Rui Rio, têm no sábado as primeiras ações de campanha abertas a militantes com vista às eleições diretas de 13 de janeiro e ambos escolheram o norte do país.

Rui Rio vai estar no sábado à noite com militantes do PSD em Vila Real e no domingo à tarde na Guarda, enquanto Pedro Santana Lopes tem prevista para sábado à tarde uma sessão de esclarecimento com militantes em Valongo (Porto).
Até agora, os dois candidatos têm tido sobretudo reuniões com as estruturas locais: Rio esteve em Viseu na passada semana, a convite da Assembleia Distrital, Santana estará lá hoje à noite, e tem prevista para domingo uma reunião de trabalho em Beja.
O diretor de campanha do antigo autarca do Porto e presidente do PSD/Aveiro, Salvador Malheiro, disse à Lusa que a intenção é que Rui Rio percorra todo o país, começando este fim de semana em Vila Real e na Guarda e no seguinte rumando a sul, com sessões em Faro, Beja e Évora.
A preocupação principal, explicou, é o contacto com os militantes no terreno e haverá um modelo comum às ações de campanha em todos os distritos: Rui Rio fará uma apresentação das linhas-mestras do seu projeto – a moção de estratégia está a ser preparada pelo ex-ministro da Educação David Justino -, seguido de um período de perguntas e respostas dos militantes. Previamente, a candidatura terá um encontro de trabalho com os dirigentes locais.
“Mais de metade dos autarcas do PSD apoiam Rui Rio”, afirma Salvador Malheiro, que assegura que o antigo autarca do Porto conta também com o “apoio maioritário” das organizações distritais da JSD
Para o diretor de campanha de Rui Rio, “já é claro quem tem maior recetividade entre a população portuguesa e como futuro primeiro-ministro de Portugal”.
Por seu lado, João Montenegro, diretor de campanha de Pedro Santana Lopes, disse à Lusa que “são cada vez mais os militantes que têm vindo a aderir ao projeto” do antigo primeiro-ministro.
“O dr. Santana Lopes tem demonstrado, em cada encontro, em cada contacto, que conhece bem a realidade do país e que tem bem presente o que mais falta faz para que cada localidade progrida e se desenvolva. É essa proximidade, é esse conhecimento da realidade, e é o projeto económico e social que tem para o país que serão a base da nossa campanha”, disse.
Segundo João Montenegro, “o principal objetivo na volta pelo terreno durante esta campanha é chegar ao maior número possível de militantes, da forma mais próxima possível, e apresentar as políticas” que o candidato defende para o país.
A campanha do antigo primeiro-ministro, frisa a estrutura de Santana, começou logo no dia seguinte à apresentação pública, com um jantar em Pinhel (Guarda) com a estrutura no distrito.
Nesta primeira fase – haverá mais do que uma volta pelo país -, as ações de campanha de Santana Lopes irão alternar entre reuniões de trabalho, mais restritas, com quem coordena a candidatura em cada distrito (dirigentes locais, autarcas) e as sessões de esclarecimento, abertas a todos os militantes, a primeira das quais acontecerá já no sábado em Valongo (Porto). No domingo, o antigo primeiro-ministro voltará ao modelo da reunião de trabalho, com a estrutura da campanha em Beja.
Nos últimos dias, ambos os candidatos têm somado apoios: segundo noticiou o Diário de Notícias, Santana Lopes contou com a manifestação de apoio do antigo ministro dos Negócios Estrangeiros do governo de Durão Barroso António Martins da Cruz, bem como do ex-secretários de Estado Jorge Barreto Xavier e Rosário Águas.
Já Rui Rio teve como apoios públicos mais recentes os ex-ministros Mira Amaral e Silva Peneda, e os ex-secretários de Estado Luís Todo Bom e Luís Alves Monteiro.
O PSD escolherá o seu próximo presidente em 13 de janeiro em eleições diretas, com Congresso em Lisboa entre 16 e 18 de fevereiro.

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