O presidente da Câmara do Porto recusou esta quarta-feira converter-se à “turismofobia”, assegurando que “o turismo não é um problema” e que “a habitação a preços compatíveis com os rendimentos das famílias” será uma das “grandes apostas” do executivo.

“Não nos podemos deixar converter à turismofobia. Precisamos de garantir que a sua pegada não causa constrangimentos”, disse o independente Rui Moreira, reeleito a 01 de outubro para um segundo mandato com maioria absoluta, no discurso da cerimónia de tomada de posse dos órgãos autárquicos eleitos, que decorreu esta tarde no teatro Rivoli.
O autarca quer “garantir a permanência” da população na cidade, utilizando “os recursos gerados pela taxa turística para compensar a discrepância entre o preço de mercado e aquilo que a classe média pode pagar”, gerando um equilíbrio que, “pela dimensão da cidade, só se pode fazer através da densificação em zonas específicas”.
“Sei bem que este é um tema que preocupa alguns setores mais conservadores da cidade. A esses, gostaria de dizer que não será por isso que a cidade perde a sua alma. Não a perdeu na segunda metade do século XIX, quando se densificou; não a perderá neste nosso tempo. O Porto não se pode enamorar num idílio nostálgico e tradicionalista”, frisou.

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