Dragões de Ouro homenagearam os que mais contribuíram para o progresso do clube em 2016/17

O Dragão Caixa voltou a vestir-se de gala para distinguir atletas, técnicos, dirigentes, sócios e demais portistas que mais se notabilizaram em 2016/17. Na 30.ª gala dos Dragões de Ouro, a dedicação à causa azul e branca foi palavra de ordem, visível em momentos emocionantes como a entrega do galardão de carreira ao ex-guarda-redes Américo, que não escondeu a emoção e que Jorge Nuno Pinto da Costa fez questão de receber à saída do palco. Mas em todos os 17 galardoados se terá sentido a dedicação, a chama e a paixão.
“Estou muito nervoso porque não é todos os dias que se recebe um troféu destes e este é um daqueles que já ansiava há muito tempo. Que a gente se encontre para o ano com coisas feitas de grande valor”, afirmou Américo. Antes, já tinham sido atribuídos os Dragões de Ouro às casas nacional e internacional, ao Projeto do Ano e a José Mário, pela sua carreira. Seguiram-se outros, como Raúl Alarcón, Atleta do Ano, e futebolistas bem mais jovens do que Américo, que representam o presente e futuro do FC Porto: Diogo Dalot, Galeno e Brahimi.
“Sem os meus companheiros, não poderia receber este prémio”, afirmou Brahimi, que dedicou o Dragão de Ouro que recebeu das mãos de Rabah Madjer à mãe. E o calcanhar mais famoso da história azul e branca trouxe uma oferta especial da federação do seu país, de que agora é selecionador, fazendo subir ao palco o presidente do FC Porto para receber uma placa e uma camisola.
Palavras marcantes foram igualmente as de Francisco J. Marques, diretor de comunicação e informação do FC Porto: “Agradeço ao senhor presidente, à nossa administração e ao diretor geral Manuel Tavares por terem acreditado que valia a pena travar esta batalha, que espero ajude a tornar mais saudável o futebol português. Ser portista não é só gostar de um clube, sabemos que para nós as coisas são sempre mais difíceis, sabemos a inveja que causamos”. E no fim ficou um pedido especial à equipa de futebol para que permita aos portistas, em maio, festejar mais um título nacional.
Eurico Pinto – que lembrou o pai, Ilídio Pinto, histórico do hóquei em patins –, Alípio Jorge – que considerou “impossível” não partilhar o Dragão de Ouro com o seu presidente – e Artur Santos Silva, sócio do ano, fecharam o desfile. O presidente do Conselho de Administração do banco BPI frisou como o clube “contribui para a identidade” da cidade e felicitou o presidente Pinto da Costa por ter liderado o FC Porto, nos últimos 40 anos, até um “sucesso nacional e internacional como nunca tinha sido conseguido”.
Também houve espaço para o humor, protagonizado por João Pinto Costa, Tito Pinto, Óscar Branco e Joana Marques, e para a música, muita música, com o grupo vocal Popup – Vozes Portáteis, Azeitonas, Berg, Mundo Segundo e, a fechar, os GNR. A banda de Rui Reininho tocou três temas, Efetivamente (transformada no refrão em Alegadamente), Pronúncia do Norte, como não podia deixar de ser, e Dunas. A gala, que durou cerca de duas horas e meia, foi apresentada por muitas caras conhecidas do Porto Canal, entre as quais o diretor-geral Júlio Magalhães, e entre os convidados estiveram várias figuras nacionais de relevo.

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