O ex-presidente da Câmara do Porto Rui Rio afirmou esta quinta-feira que o candidato do PSD/PPM à autarquia, Álvaro Almeida, “sai beneficiado” nestas eleições com o caso Selminho, que envolve o município e a empresa do presidente independente Rui Moreira.

“Sai beneficiado com isso [Selminho] e com muitas outras coisas, mas pronto”, respondeu Rui Rio aos jornalistas, que esta tarde participou numa arruada da candidatura “Porto Autêntico”, da coligação PSD/PPM, apoiando o cabeça de lista, Álvaro Almeida.

Rui Rio, que durante os seus três mandatos não permitiu a construção no terreno que a Selminho detém na calçada da Arrábida, classificado como escarpa, não quis “falar em concreto sobre nada” e apenas reafirmou que estas eleições “não são favas contadas” para Rui Moreira, que “este e outros casos” vão interferir nos resultados eleitorais no dia 1 de outubro e que sente “que as coisas estão a inverter”.

“É notório que a evolução tem sido no sentido de reforçar as alternativas à câmara”, afirmou.

O social-democrata também se escusou a fazer um balanço do atual mandato do independente Rui Moreira, afirmando que, desde que saiu da câmara, nunca ninguém o ouviu em público “a fazer qualquer apreciação, negativa, positiva, fosse o que fosse”.

“Essa é uma regra ética e até estética que impus a mim próprio e, portanto, vou levar até ao fim. Mas, isso não quer dizer que eu não tenha a liberdade de apoiar o candidato do meu partido”, sublinhou.

Rui Rio admitiu, contudo, que o resultado do PSD nestas eleições “é um elemento importante” para o futuro.

Álvaro Almeida elogiou o trabalho desenvolvido por Rui Rio em 12 anos, afirmando que se existe “hoje uma cidade que vive muito bem do turismo, ganha prémios internacionais, foi tudo fruto do trabalho realizado” pelo ex-autarca e pelo setor privado, “que soube aproveitar as oportunidades”.

São candidatos à Câmara do Porto nas eleições autárquicas de 01 de outubro o independente Rui Moreira, apoiado pelo CDS-PP e MPT, Manuel Pizarro (PS), Álvaro Almeida (coligação PSD/PPM), Ilda Figueiredo (CDU), João Teixeira Lopes (BE), Bebiana Cunha (PAN), Costa Pereira (PTP), Sandra Martins (PNR) e Orlando Cruz (PPV/CDC).

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